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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 306

Tatiana não tinha tempo para olhar as mensagens que Pedro estava enviando naquele momento. Seu celular estava no bolso e ela não o havia tirado desde que saiu do quarto do hospital de Lorenzo, onde o clima não estava dos melhores.

Até que, quase chegando à porta do elevador, se lembrou de que havia esquecido Rafael no quarto. A ideia de voltar a enchia de aversão, então ela parou, se sentou casualmente no corredor do hospital e esperou em silêncio que Rafael saísse.

Inconscientemente, ela começou a ponderar sobre algumas coisas. Seu olhar disperso se fixou no céu azul intenso do lado de fora do hospital, e seus pensamentos gradualmente tomaram conta.

Na verdade, muito tempo atrás, o Lorenzo de suas memórias também havia a protegido com cuidado e precaução, como como havia feito mais cedo naquele dia. Só que o tempo havia passado há muito e, após tantos eventos, ela quase havia esquecido.

Ela se lembrou de quando estava na escola, por causa da família Garrote ter se elevado socialmente através de sua associação com a família Borges, muitos colegas a hostilizavam e desprezavam, resultando também em zombaria e troça, mas Lorenzo sempre a protegia com firmeza.

Apesar de cada vez que a repreendia com um rosto frio, chamando ela de tola e estúpida, quando ela era insultada por outros, ele a protegia atrás de si, como um cavaleiro que se colocava na frente do perigo.

Mesmo quando as pessoas tentavam isolar ela, ele sempre dava um jeito. Com o tempo, ninguém mais ousou tentar a intimidar.

Uma pena que no final quem a machucou e a fez sofrer foi ele mesmo. Porque ela não se importava com o que os outros diziam.

Às vezes, ela até pensava, "E se não houvesse aquela confusão de troca de bebês anos atrás? E se eu realmente fosse uma garota da família Garrote, nós não teríamos acabado assim, Lorenzo e eu? Mesmo que isso significasse não ter a família que tenho agora...".

Seus pensamentos subitamente pararam. Tatiana piscou os olhos, sem deixar sua mente divagar mais.

Era da natureza humana se inclinar para o que era benéfico e evitar o perigo, e, na comparação, o que ela menos queria perder era a família Orsi.

Mesmo sabendo que, se não fosse por aquele erro, ela realmente seria filha da família Garrote, isso se limitava ao fato de que ela e Lorenzo poderiam estar bem juntos.

De acordo com o caráter das pessoas da família Garrote, eles a fariam negociar vantagens com Lorenzo, a fariam extrair dele todo tipo de benefícios.

Ao contrário da sua verdadeira família, em que todos genuinamente defendiam seus interesses, e pensavam cuidadosamente em seu bem-estar.

Se lhe fosse dada a escolha, como ela poderia trocar sua família perfeita só pela chance de ficar com Lorenzo?

Ela estava muito satisfeita com sua vida atual.

E também não queria desistir do que tinha agora por um antigo palpitar do coração.

A vida não precisava apenas de amor; ela conseguiu se apaixonar novamente por Lorenzo e certamente pode desistir dele novamente.

No momento em que um fogo reacendido o envolveu, houve um instante em que ela quis se reconciliar com ele.

Mas, afinal, as pessoas não eram guiadas por um momento de emoção para decidir seu futuro.

Ela era muito grata a Lorenzo.

Mas ela deveria se limitar a gratidão.

A luz do sol se movia levemente através das janelas voltadas para o corredor, iluminando as árvores que balançavam suavemente ao vento. O corredor iluminado ajudou um pouco com seu humor.

Tatiana suspirou levemente e se levantou do banco.

Ele começou a falar, sério e com um pouco de cautela:

- Taís, sobre o que você disse antes, posso responder agora? Eu gostaria de dizer que aceito.

Então Tatiana ficou em silêncio.

Ela estava um pouco irritada, embora quisesse tentar um relacionamento, não tinha pensado muito antes de falar. Ela se arrependeu da própria impulsividade.

- Mas eu...

- Eu sei que você disse aquilo de forma impulsiva, que talvez nem tenha pensado direito, talvez até por querer evitar o Lorenzo, e me usou como desculpa. Mas, não importa o motivo, eu estou disposto a ficar com você. - Rafael parecia ter lido seus pensamentos, refutando todas as possíveis razões antes que ela pudesse as expressar, preenchendo ele mesmo as lacunas. Ele baixou a cabeça, seu olhar estava fixo em Tatiana. - Não importa o que você esteja pensando, mesmo que seja para me usar, eu aceito.

Sua aproximação, originalmente, não era de todo uma ação honesta e aberta. Por causa de seus pequenos esquemas, ele inventou muitas razões para se aproximar dela, não poderia verdadeiramente esperar que ela gostasse dele.

Mesmo que fosse por interesse, mesmo que fosse apenas uma piada, ele não se importava.

Contanto que tivesse uma identidade legítima, isso seria suficiente.

Vendo a hesitação de Tatiana, ele continuou:

- Falando sério, com a sua inteligência, Taís, você já deve ter percebido que eu gosto de você. Eu vim para Cidade B, de fato, atrás de você. Até mesmo em Cidade R, foi com um coração cheio de admiração que me aproximei de você. Aquelas desculpas sobre viagens e o concurso de culinária eram apenas pretextos para me aproximar de você. Agora que você mencionou isso, acho que não devo mais esconder meus sentimentos de você. Afinal, confessar esse tipo de coisa, de alguma maneira, deveria ser iniciativa minha. Só que antes você não me conhecia tão bem, então eu também não ousava ser presunçoso. Mas a Srta. Taís tomou a iniciativa de falar, naturalmente eu também não posso continuar a esconder meus sentimentos covardemente, um amor não correspondido é um sofrimento sem fim. Srta. Taís, eu quero te dizer que eu gosto de você, não sei se você me daria uma chance.

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