As pessoas ao lado de Tatiana a encaravam com as sobrancelhas franzidas, e o tom era especialmente ameaçador.
- Quem é você? Você diz que estamos difamando pessoas de bem, mas o que você sabe, garotinha? Com tanta pressa em se posicionar contra a vítima, não me diga que você é a agressora!
Muitos concordavam com isso.
- Exatamente, você que é tão bonita, não consegue distinguir o certo do errado?
- Pois é! Olha só para o pobre velho, ele foi agredido e você ainda duvida dele. Quem seria o lunático que se machucaria assim para difamar os outros?
- Na minha opinião, ela deve ser aquela assistente, tão bonita, mas claramente sem competência, subindo na vida às custas dos homens e ainda negligencia o sofrimento do próprio pai. Que falta de consideração!
- Sem coração!
Uma onda de acusações atingiu Tatiana.
Não eram apenas palavras; algumas pessoas começaram a se aproximar, tentando agarrar seus braços.
Devido a acontecimentos do passado, Tatiana agiu por instinto e jogou um atacante por cima do ombro.
- Não me toque!
Tudo aconteceu tão rapidamente que ela não conseguiu controlar a própria força.
O homem que caiu começou a gritar de dor.
- Meu braço, meu braço quebrou! Socorro, alguém me agrediu! Ninguém vai me ajudar?
- Como você pode ser tão agressiva, garota? Como você pode bater em alguém assim? Isso é uma total falta de respeito pelas leis!
O ruído das vozes invadia os ouvidos de Tatiana, lhe causando uma dor pulsante nas têmporas.
Ela, de punhos cerrados, suportou os apontamentos e repreensões da multidão:
- Ele que me tocou primeiro!
Não conseguindo mais se conter, ela finalmente explodiu em um grito de fúria.
Após um breve silêncio, veio uma onda ainda mais intensa de críticas.
- Onde ele te tocou? Estamos todos aqui vendo, onde ele te tocou? Ele só falou umas verdades para você, e você o deixou nesse estado, que tipo de moça você é, tão feroz assim!
- Será que as palavras dele tocaram em alguma ferida sua? Então você é aquela assistente que vive às custas de homens, não suporta ouvir umas verdades e por isso agride com tanta força.
- É isso aí...
As conversas continuavam, e mesmo vendo que Tatiana não reagia mais, as vozes se tornavam cada vez mais altas. Mas, provavelmente por medo da eficiência com que ela havia agido antes, se limitavam a insultos verbais. Ninguém ousou se aproximar novamente.
Tatiana sentiu a cabeça pesada.
Ela fechou os olhos, cansada de dar atenção, e tentou caminhar para dentro da empresa. Mas assim que ela tentou se afastar seu caminho foi bloqueado.
- Você ainda pensa em ir embora? Seu pai está nesse estado, e você não vai assumir a responsabilidade? Não tem o direito de ser chamada de filha!



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Por favor, continuem esse livro!...