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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 411

O ruído súbito fez Guilherme hesitar em suas ações, e sua aura instantaneamente se tornou gelada, recolhendo toda a sua preguiça anterior. Ele lançou um olhar de soslaio para Tatiana, que mastigava lentamente a comida na boca, com o cabelo desgrenhado e os olhos escuros piscando inocentemente.

Guilherme não se preocupou em ouvir o barulho lá fora, e simplesmente arrancou os talheres das mãos de Tatiana, os jogando de lado de forma descuidada.

- Eu ainda não terminei! - Exclamou Tatiana, alarmada, mas mal conseguiu se inclinar para frente quando foi fortemente empurrada de volta para a cadeira.

- Fique quieta, ou eu não me importarei em deixar partes suas aqui, e se você ficar sem um braço ou uma perna, não me culpe. - Ameaçou Guilherme, enquanto se inclinava para pegar a corda que havia usado para a amarrar e novamente prendeu suas mãos.

Felizmente, desta vez ele amarrou as mãos dela na frente, e não atrás das costas, o que ela achou um pouco mais confortável.

Tatiana observou os movimentos habilidosos do homem, tentando adivinhar o que ele planejava fazer e pensando em como deixar algum sinal para quem viesse procurar ela. Enquanto seus pensamentos estavam em turbilhão, ela viu Guilherme se inclinar para desatar a corda que a prendia à cadeira.

Aproveitando o momento, Tatiana tocou o brinco em sua orelha. Segundo Guilherme, todos os dispositivos de comunicação eram inúteis naquela sala, mas pelo jeito que ele agia agora, parecia que ele pretendia levar ela dali. Se conseguissem sair do quarto, talvez o rastreador no brinco pudesse ser útil.

De qualquer forma, era melhor ligar o dispositivo do que ficar sem nenhuma opção. E conforme Tatiana havia pensado, Guilherme a desamarrou da cadeira para levar ela para fora do quarto.

No entanto, o método era um pouco diferente do que ela esperava. A corda que a prendia à cadeira foi solta, mas foi usada para amarrar seus pés juntos, impedindo ela de se mover. Quando foi colocada sobre o ombro de Guilherme, Tatiana sentiu como se a comida que acabara de comer fosse sair pela boca.

O que ele está pensando?

Com a sensação de tudo girar, levou um tempo para que a cabeça de Tatiana se estabilizasse, especialmente quando ela respirou o ar fresco do lado de fora.

Ela respirou fundo, contendo a náusea.

- Sr. Borges, para onde você está me levando? É para negociar com Lorenzo ou com meu irmão? Mas o seu enredo está meio errado, não é? Outros sequestradores quando ameaçam alguém, levam as duas pessoas mais importantes para essa pessoa e a fazem escolher entre uma delas, e você está me levando para... - Perguntou Tatiana.

- Cale a boca. - Interrompeu Guilherme bruscamente, sem deixar Tatiana terminar.

Seguindo o princípio de que era melhor não confrontar naquela situação, Tatiana silenciosamente fechou a boca e, apoiada no ombro de Guilherme, observou o ambiente ao redor.

Como ela havia especulado enquanto estava naquela sala escura, este era o local da Mansão dos Borges, apenas situada mais ao fundo da montanha, a algumas passadas da mansão principal.

Carregada por alguém, ela não se esforçava, mas à medida que o caminho se estreitava, Tatiana começou a perceber que algo estava errado.

- Sr. Borges, onde você está me levando? - Perguntou Tatiana.

Ele não deveria estar procurando Lorenzo para negociar?

Seja para assumir o Grupo Borges, ou por algum outro motivo, ou talvez ele simplesmente quisesse provocar Lorenzo. Mas qual fosse o motivo, ele deveria voltar, não adentrar ainda mais na montanha?

Guilherme, carregando ela, não parecia cansado e, ao ouvir sua pergunta, apenas soltou uma leve risada.

- Meu querido irmão trouxe tantas pessoas para a montanha, você acha que vou levar ela para encontrar ele e arriscar minha própria vida? - Rebateu Guilherme.

- Mas há um caminho aqui na montanha? - Perguntou Tatiana.

Quando criança, ela havia tentado explorar o interior da montanha por curiosidade, mas o lugar era cheio de densos espinhos, praticamente intransitável.

Se até uma criança não conseguia passar, como eles, adultos, poderiam?

Além disso, mesmo que houvesse um caminho para entrar, não seria igualmente possível sair?

O que esse louco estava tentando fazer?

Tatiana se debateu um pouco, tentando se libertar das cordas em suas mãos, mas o nó estava muito bem feito, o que era realmente um incômodo.

Ela suspirou, olhando na direção oposta à que caminhavam.

Não muito longe, as luzes da mansão brilhavam intensamente, refletindo pequenas estrelas e revelando um pouco de calor na neblina chuvosa.

Capítulo 411 Você pode ficar quieto? 1

Capítulo 411 Você pode ficar quieto? 2

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