Embora sua garganta doesse, a raiva tomou conta de Tatiana, e ela não hesitou em desferir todas as palavras maldosas possíveis em direção a Guilherme.
Ela não estava satisfeita apenas em xingá-lo; seus pés também não admitiam derrota. Ela chutava descontroladamente, não se importava o que atingia, isso a trazia um certo alívio.
Guilherme não era de levar desaforo para casa e, em questão de segundos, reagiu, controlando os chutes desenfreados dela com uma expressão severa.
- Você está viciada em chutar, é isso?
Ela apenas queria se livrar daquele louco.
Aproveitando uma brecha, Tatiana acertou um ruidoso tapa em seu rosto.
Um vermelho vivo da marca da mão logo apareceu no seu rosto atraente, e seus olhos escuros brilharam com incredulidade.
Tatiana, destemida, aproveitou o momento de choque dele para lançar outra bofetada.
Mas desta vez Guilherme estava preparado e quase instantaneamente agarrou a mão dela.
- Srta. Taís realmente não tem medo da morte.
Tatiana cerrou os dentes, sem querer trocar uma palavra sequer com Guilherme.
Guilherme não se mostrou irritado, apenas sorriu e disse:
- Eu pensei que a Srta. Taís fosse inteligente. Você sabe que estou esperando que eles cheguem, e ainda assim está aqui perdendo tempo.
Imobilizada, Tatiana o encarou com os olhos vermelhos de raiva.
- Você é realmente desprezível!
- Desprezível? - Guilherme riu, encostando o corpo nela para a imobilizar, enquanto apertava suas bochechas. - É só isso que essa boca sabe dizer? Você nem sabe xingar direito, é tão inocente...
Tatiana tentou morder a mão dele, mas ele desviou.
Guilherme zombou dela:
- Então o pequeno coelho morde quando está acuado?
As palavras provocadoras de Guilherme a irritaram ainda mais, e ela desejou poder lhe dar outro tapa.
Tatiana respirou fundo para acalmar suas emoções.
O canto dos pássaros ecoava pelas montanhas de tempos em tempos, e o céu estava um pouco mais claro do que antes, suficientemente iluminado para que pudessem ver o ambiente ao redor sem a necessidade de uma lanterna.
O chão molhado encharcou as costas de Tatiana, e seu temperamento furioso gradualmente se acalmou. Finalmente, ela parou de resistir.
- Segundo o seu plano, se eu não estiver enganado, você pretendia levar Lorenzo ao seu destino com a minha ajuda antes do amanhecer. Mas já está quase amanhecendo, e você insiste em nos atrasar. Isso realmente me surpreende. - Disse ela.
Guilherme afrouxou um pouco seu aperto.
Na mente dele, as mulheres não seriam capazes de o enfrentar.
Eram obejtos para lhe trazer entretenimento, como Carolina.
Haviam as humildes e degradadas, que fariam qualquer coisa que ele mandasse, ou as que fariam qualquer coisa para conseguir o que querem, e Carolina era uma dessas.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia
Por favor, continuem esse livro!...