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Após o divórcio, me tornei amante secreta do ex-marido romance Capítulo 1

POV Amara Castellari

Naquela noite, três anos depois do nosso casamento, o sexo tinha sido ainda mais intenso do que na primeira vez da lua de mel.

A chuva forte batia contra os vitrais da mansão, um ritmo intenso e enlouquecido, como o bater dos nossos corpos.

Killian, meu marido, meu amor.

Ele tinha sido o homem que eu amava desde a juventude. Anos atrás, a empresa da família dele passou por uma crise terrível, quase à beira da falência. Foi meu pai quem comprou a companhia deles, ajudando-os a sobreviver. Depois disso, nossas famílias ficaram cada vez mais próximas, e o casamento aconteceu exatamente como eu sempre sonhara.

O quarto estava mergulhado em sombras, iluminado apenas pelo brilho tênue das velas, que lançavam danças de luz sobre a pele de Killian dourada, suada, tensa.

Ele estava acima de mim, cada embalo mais profundo que o anterior.

Eu me arqueava, minhas unhas cravando-se em suas costas, deixando marcas vermelhas que ele merecia carregar.

— Amara… — Ele sussurrou meu nome com um rosnado baixo, animal, como se estivesse perdendo o controle, algo tão raro nele, seus lábios encontrando meu pescoço.

Mordendo, sugando, marcando.

Eu me contorci, minhas pernas envolvendo seus quadris, puxando-o mais para dentro, querendo sentir cada centímetro dele. Seus dedos entrelaçaram-se nos meus cabelos, puxando minha cabeça para trás, e ele me beijou com uma fúria que quase doía.

Era um beijo de posse.

— Você é minha — ele rosnou contra minha boca.

E eu era.

Ele mudou o ângulo, e eu arquei as costas, um grito sufocado escapando quando ele me atingiu de um jeito que fez estrelas explodirem atrás das minhas pálpebras. Seus olhos, tão frios normalmente, agora ardiam com uma intensidade que me deixava sem ar.

— Killian… — Gemi, minhas pernas tremendo, meu corpo à beira do abismo.

Meu orgasmo me atingiu como uma onda, violento, incontrolável, arrancando gritos que ele abafou com outro beijo voraz. Ele não parou, continuou se movendo, prolongando a agonia do prazer até eu estar sensível demais.

Só então ele permitiu a si mesmo ceder.

Seu corpo enrijeceu, seus músculos tensionando, e ele enterrou o rosto no meu pescoço, um gemido rouco escapando quando ele chegou ao próprio limite. Eu senti cada pulsação dele dentro de mim.

Ele desabou ao meu lado, a respiração pesada, os olhos fechados.

Por um momento, ficamos assim, envoltos no silêncio pesado, apenas o som da chuva e dos nossos corpos ainda tremendo.

— Foi o melhor da nossa vida — murmurei, sorrindo.

Ele não respondeu. Apenas abriu os olhos e olhou para o teto, a expressão dele fechando-se novamente.

— Três anos… — murmurei, os dedos brincando com os fios dourados do seu cabelo. — Três anos desde que disse que me amava na frente de todos. Acho que é hora de pensarmos em um filho, não acha? Se for menina, quero chamá-la de Íris… e se for menino, talvez Mateo? Quero um quartinho pintado de amarelo-claro, sabe? Uma varanda com flores, e a nossa criança correndo pela casa…

O silêncio dele foi um soco invisível.

Killian ergueu os olhos para mim e, por um instante, vi algo quebrar lá dentro.

Meu coração apertou.

Eu sabia que ele estava preocupado com o julgamento do meu pai no dia seguinte. Quem não estaria? Meu pai, um homem tão honesto e bondoso, tinha sido acusado de fraude. Mas depois de me aliviar daquela forma, já me senti muito melhor, e eu acreditava cegamente na inocência do meu pai.

— Vai ficar tudo bem, Killian. — Sussurrei. — Meu pai nunca mentiu para mim. E com você como testemunha, com certeza isso vai passar.

A expressão dele mudou por um segundo... uma mistura de ironia amarga e dor, antes de ele se inclinar e me beijar.

Mas não era o beijo de um marido apaixonado. Era o beijo de um homem se despedindo, mesmo que o corpo ainda estivesse ali.

— Eu amo você… — murmurei contra seus lábios.

Ele fechou os olhos, respondeu num tom quase imperceptível:

— Eu sei.

Essas duas palavras… tão simples. Ele nunca dizia “eu também te amo”. Antes, eu não ligava, mas esta noite… parecia que eu sentia algo no ar, e queria desesperadamente ouvir.

— Você sabe qual é a frase que eu quero ouvir…

— Dorme, Amara.

Fiquei um pouco desapontada, mas não muito triste.

Afinal, nós vamos ficar juntos para sempre.

***

No dia seguinte

A sala do tribunal estava repleta de murmúrios e olhares curiosos que quase me sufocavam.

Mas o que realmente importava era Killian

Ele estava sentado no banco das testemunhas, com uma expressão fria, distante, como se fosse apenas um espectador. Para ele, aquele julgamento que destruiria minha família parecia nada mais do que uma peça de teatro sem importância.

Quando ele se levantou, meu coração disparou.

Diga, Killian, ajude meu pai a provar sua inocência.

Mas no instante em que ele abriu a boca, todas as minhas esperanças foram esmagadas.

— É verdade que o senhor Samuel Castellari estava envolvido em atividades ilegais

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