Embora tivesse tirado licença, se houvesse qualquer questão de trabalho, Heitor certamente a procuraria. E, mesmo com o celular no silencioso, apenas Manuela e Heitor estavam na lista de permissões. Se ele ligasse, o telefone tocaria.
Cecília puxou o ar de repente.
"Será que era mesmo Heitor quem veio ao hospital?", ela mordeu levemente o lábio inferior, o coração tomado por inquietação, enquanto seu rosto ia perdendo a cor.
"A enfermeira não teria comentado sobre a gravidez com ele, teria? Mas se o havia considerado como familiar e organizado um check-up completo, então, inevitavelmente, falariam sobre o meu estado de saúde." Pensamentos conflitantes se chocavam em sua mente, uma parte agarrada à esperança, outra já se preparando para o pior.
E se fosse apenas Manuela, que por acaso estivesse tentando encontrá-la?
Ela pressionou os lábios e apertou novamente o botão de chamada da enfermagem.
— Com licença, o familiar que fez o pagamento tem o sobrenome Serra?
— Você não sabe o sobrenome do seu próprio familiar? — A enfermeira, ocupada, respondeu com certa impaciência. — É Siqueira.
E desligou.
Um frio percorreu a espinha de Cecília. Ela arrancou a agulha do soro de sua mão. O sangue vermelho-vivo começou a escorrer pelo dorso.
A dor aguda a atingiu, mas ela não se importou. Pegou um pedaço de papel e pressionou sobre o ferimento, pegou o casaco e saiu às pressas.
Assim que deixou o quarto, a enfermeira soltou um grito:
— Srta. Cecília! O soro ainda não terminou!
— Tenho um assunto urgente, não posso continuar. — Disse Cecília apressadamente, virando-se para sair.
A febre ainda não havia baixado. Sua cabeça girava, e seus passos eram vacilantes.
— Saindo assim, e se acontecer alguma coisa? — A enfermeira, preocupada, foi atrás dela.
— Se acontecer alguma coisa, eu assumo a responsabilidade. — Respondeu Cecília, pressionando o botão do elevador. O papel em sua mão já estava completamente encharcado de sangue.
— Não há nada mais importante do que a sua saúde! Se for algo urgente, peça para um familiar resolver! — A enfermeira tentou persuadi-la. — Não brinque com a sua vida e a do seu filho!
A mão de Cecília pousou sobre o ventre. Em silêncio, disse ao bebê para aguentar firme.

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