Emilly descobriu que seu marido, Mateus, a estava traindo.
Ele a traía com uma estudante universitária.
Hoje era o aniversário de Mateus. Emilly havia preparado uma mesa repleta de pratos especiais logo pela manhã. Nesse momento, o celular de Mateus, esquecido em casa, começou a tocar. Ao verificar a tela, Emilly viu uma mensagem enviada pela estudante universitária.
[Me machuquei pegando o bolo. Está doendo.]
Abaixo, havia uma foto anexada.
A imagem não mostrava o rosto da garota, apenas suas pernas.
Ela usava meias brancas até os joelhos, sapatinhos pretos de bico arredondado e um vestido azul e branco de universitária, ligeiramente erguido, revelando um par de pernas longas e bem torneadas, de beleza inegável.
Seus joelhos claros estavam avermelhados pelo impacto. O frescor juvenil de seu corpo, combinado com as palavras manhosas, exalava uma tentação proibida.
Diziam que, quando os presidentes bem-sucedidos escolhiam amantes, essa era a "categoria" favorita deles.
Emilly segurou o celular com força, seus dedos empalidecendo de tanta tensão.
A estudante universitária enviou outra mensagem.
[Presidente Mateus, nos encontramos no Hotel Estrela do Mar. Hoje à noite, quero celebrar seu aniversário.]
Hoje era o aniversário de Mateus. E sua amante queria comemorar com ele.
Sem hesitar, Emilly pegou sua bolsa e foi direto para o Hotel Estrela do Mar.
Ela precisava ver com seus próprios olhos.
Precisava saber quem era essa estudante universitária!
...
Quando chegou ao Hotel Estrela do Mar, Emilly tentou entrar.
Mas, naquele instante, avistou seus pais, Carlos e Maria Oliveira. Surpresa, se aproximou deles.
— Pai, mãe, o que estão fazendo aqui?
Carlos e Maria trocaram um olhar rápido, hesitantes, antes de responder:
— Emilly, sua irmã voltou do exterior. Viemos trazê-la aqui.
Monique?
Através da brilhante vidraça do hotel, Emilly viu Monique lá dentro. Naquele instante, ficou paralisada.
Monique usava exatamente o mesmo vestido azul e branco da estudante universitária da foto.
Então, a estudante universitária era, na verdade, sua irmã, Monique.
Monique sempre fora uma mulher estonteante, conhecida como a Rosa Vermelha de Rio dos Cedros. Além disso, possuía as pernas mais lindas da cidade, capazes de fazer inúmeros homens se ajoelharem por ela.
E agora, sua querida irmã estava usando essas mesmas pernas para seduzir seu próprio cunhado.
Emilly achou aquilo ridículo. Se virou para encarar Carlos e Maria.
— Então eu sou a última a saber?
Carlos pigarreou, desconfortável.
— Emilly, o presidente Mateus nunca gostou de você.
Maria acrescentou:
— Isso mesmo, Emilly. Você sabe quantas mulheres em Rio dos Cedros sonham com o presidente Mateus? Se ele tem que estar com alguém, é melhor que seja sua irmã do que qualquer outra.
Os punhos de Emilly se fecharam com força.
— Pai, mãe, eu também sou filha de vocês!
Ela se virou para ir embora.
De repente, Maria chamou por ela:
— Emilly, me diga... o presidente Mateus já encostou em você?
Os passos de Emilly vacilaram.
Carlos foi direto ao ponto:
— Emilly, não pense que estamos te devendo algo. No passado, Mateus e Monique eram considerados o casal perfeito. Mas, depois que Mateus sofreu aquele acidente de carro e entrou em coma, fizemos com que você se casasse no lugar dela.
Maria a observou de cima a baixo, com desdém.
— Emilly, olhe para si mesma. Nestes três anos de casamento, você não passou de uma dona de casa dedicada, enquanto Monique se tornou a primeira-bailarina. O cisne branco e o patinho feio... como você pode competir com Monique? Entregue logo o presidente Mateus de volta para ela!
As palavras cortaram Emilly como lâminas afiadas. Com os olhos marejados, ela se afastou.
...
Emilly voltou para a mansão. Já era noite.
Ela deu um dia de folga para Cíntia, a empregada, então a casa estava vazia, escura e silenciosa.
Se sentou sozinha à mesa de jantar no escuro.
A comida estava fria. O bolo que ela mesma havia preparado ainda estava ali.

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