Matheus foi embora depois que deixou Elisa. A garota olhou para a placa dourada brilhante com o nome da escola. Isso é bastante nostálgico. Já faz um tempo que não vou à escola, pensou ela. Depois de se apresentar na secretaria, seguiu a professora até a sala de aula. Assim que entrou, a classe inteira ficou agitada.
"Então, essa é a noiva da Família Gusmão. Ela não é horrível? Como pode ser boa o suficiente para os irmãos Gusmão?"
"Caramba! A maneira como ela se veste não é nada legal, como já é de se esperar de uma caipira do interior."
"Se ela é do interior, não deve ser boa nos estudos, então, por que foi colocada na nossa sala?"
Vendo que todos falavam dela, Elisa percebeu imediatamente que estava famosa. Ela fez um som de desaprovação, sabendo logo de cara quem estava por trás disso. Dani é tão infantil, pensou.
Ninguém na sala estava disposto a dividir a mesa com Elisa, mas ela não se importava. Em vez disso, sentou-se sozinha em um canto.
Quando chegou a hora do intervalo, Elisa foi ao banheiro feminino, mas foi logo parada do lado de fora por umas alunas. Algumas tinham cabelos tingidos e outras usavam maquiagem pesada. Em suma, pareciam delinquentes. Lídia Hernandes ameaçou-a de maneira arrogante:
"Você deve ser Elisa Siqueira. Seja sensata e saia da Residência Gusmão e também de Atenópolis, estou avisando!"
Os lábios de Elisa se contraíram. Parece que o povo de Atenópolis não vai me receber bem, mas também estou aqui contra minha vontade, pensou.
"Você ouviu o que Lídia disse, sua garota feia?"
"Sim, ouvi.” Respondeu Elisa com indiferença depois de cair em si. “Mas não vou embora. Vou ficar aqui, não importa o que aconteça."
Enquanto isso, Dani estava deitado em sua mesa na sala 12A. Ele tinha acabado de acordar de um cochilo quando ouviu alguns colegas conversando na sua frente.
"Ouvi dizer que a Lídia da sala 12F vai dar uma lição em Elisa. Tsc, tsc, já era para ela."
"Acho que ela está ferrada..."
Dani ergueu ligeiramente os olhos. Havia sido ele quem espalhou boatos, mas só porque queria que Elisa passasse um mau bocado na escola, não queria matá-la, ou Jonas definitivamente o mataria. Ao pensar nisso, saiu correndo da sala de aula.
Enquanto isso, o banheiro feminino estava uma bagunça total. As quatro delinquentes que vieram dar uma lição em Elisa levaram uma surra, especialmente Lídia, que estava lamentável com a cabeça enfiada na pia.
"Eu, Elisa Siqueira, odeio ser ameaçada mais que qualquer outra coisa. Nunca mais mexa comigo! Entendeu?"
"Sim, nós entendemos! Estávamos erradas! Desculpe!"
Elisa limpou as mãos e estava prestes a sair quando viu Dani parado atrás dela com um olhar de espanto.
"Você…"

Dani teve uma epifania ao ouvir a explicação de Elisa. Então é isso, pensou. Voltando a si, ele a seguiu para fora do banheiro.
'Hã?' Elisa mandou uma mensagem de volta. Esse pedido de ajuda não deve ser coisa boa, pensou.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Apresente seu melhor jogo, senhor