Melina Barbosa se espreguiçou preguiçosamente, respondendo ao gesto com um beijo leve no rosto de Gustavo Ferreira, sem perceber o brilho repentino nos olhos dele.
— Que notícia? — perguntou Melina Barbosa.
Mal terminara de falar, Gustavo Ferreira segurou o queixo dela e a beijou.
— Hm... eu ainda nem... — escovar os dentes...
A voz de Melina Barbosa foi completamente abafada por Gustavo Ferreira.
Depois de um bom tempo, Gustavo Ferreira finalmente a soltou.
Naquele instante, Melina Barbosa estava tão exausta que se derretia nos braços de Gustavo, ofegante.
Ela sentia que não tinha mais força alguma no corpo e só queria continuar deitada na cama.
— Nossos homens ficaram de olho naquela casa de campo nos arredores da Cidade Capital por um tempo e finalmente viram Manuela Barbosa e a mãe dela indo para lá — disse Gustavo Ferreira, com a voz rouca.
Manuela Barbosa e sua mãe provavelmente acharam que o perigo já tinha passado, por isso voltaram para a Cidade Capital com ousadia.
Mal sabiam elas que Melina Barbosa já as aguardava.
De repente, Melina Barbosa se sentou na cama, sem o lençol para cobri-la, deixando Gustavo Ferreira completamente hipnotizado com a cena.
Ela, porém, nem percebeu.
— Preciso ir agora! Não posso deixar aquelas duas escaparem! — exclamou Melina Barbosa.
Gustavo Ferreira a segurou pela cintura, encostando o rosto no ombro macio dela, e disse com a voz baixa e rouca:
— Elas não vão escapar...
Passou-se mais uma hora até que, enfim, os dois saíram do quarto devidamente vestidos.
A avó, ao vê-los, sorriu com malícia:
— Hoje vocês acordaram um pouco tarde, hein?
Melina Barbosa ficou levemente corada e cutucou Gustavo Ferreira, com um olhar que dizia: “A culpa é toda sua!”
Gustavo Ferreira sorriu de canto e respondeu à avó:
Manuela Barbosa e Simone Oliva estavam no jardim da casa de campo, aproveitando o sol.
Manuela olhou para as rosas vermelhas búlgaras plantadas no jardim e comentou:
— Mamãe, você tem muito bom gosto! As rosas vermelhas ficaram lindas, tão vivas e intensas, mesmo no frio continuam florescendo. Bem diferente daqueles buquês de hortênsias que plantávamos antes... cafonas, antiquados, horríveis!
Simone Oliva ficou radiante com o elogio.
— Claro! Não sou igual àquela Flávia Rocha, que só pensa em livros... Que gosto poderia ter aquela mulher?
E, na verdade, tudo que Flávia Rocha possuía, Simone fazia questão de tomar para si.
Aquela mulherzinha não merecia nada daquilo.
Cada canto daquele jardim tinha sido cuidadosamente cultivado por Flávia Rocha. Quando a convidou para conhecer a casa, Flávia mostrava suas plantas orgulhosa.
Contava quanto tempo levou para cultivar as hortênsias, que o solo tinha acidez diferente, por isso as cores variavam...
Na época, Simone quase vomitou ouvindo aquelas conversas de Flávia.

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