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Arrependimento após a Rejeição romance Capítulo 41

Ponto de vista do Bastien

Ainda é estranho sentar na mesa do meu pai.

Quando assumi o cargo de Alfa, continuei usando o meu escritório pessoal para os negócios do bando, mas depois de alguns meses, Donavon sugeriu que eu fizesse a transição para o gabinete executivo oficial. Relutante, concordei, e, embora agora esteja acostumado a sentar na cadeira do meu pai, sei que nunca vou realmente ocupar o lugar dele.

Cuidar do bando é a única coisa que me mantém em pé agora.

Levei muito tempo para encontrar o meu caminho como líder. Apenas o perigo que assolava o bando me manteve são enquanto eu era sabotado por forças além do controle e lamentava a perda da minha companheira. Depois de um tempo fazendo o necessário para proteger todos, estabeleci uma verdadeira governança, e um dia percebi que não estava mais apenas remando com a maré.

De certa forma, esse foi o maior erro do meu inimigo. Se eles não tivessem continuado tentando destruir o legado da minha família e enfraquecer os Nova, eu provavelmente teria desistido. Mas em vez disso, deram-me uma razão para lutar.

Não passa um dia sem que eu sinta falta da Selene, sem desejar poder voltar no tempo ou trocar a minha vida pela dela, mas agora acredito que ajudar os outros é um tributo muito melhor à memória dela do que definhar na dor; falhando com os outros da mesma forma que fiz com ela.

Como se pudesse ouvir os meus pensamentos, Aiden anuncia sua chegada com uma batida à porta. "Recebemos uma denúncia. Encontraram uma mãe e um filhote Volanas no território de Eros."

Minhas sobrancelhas se levantam com ceticismo. Nos três anos desde a morte de Selene, a linha de denúncia nunca havia recebido nenhuma informação válida sobre Volanas. Algumas dicas falsas surgiam de vez em quando, mas nenhuma era verdadeira. Eu já estava começando a pensar que a minha companheira poderia ter sido a última da espécie, mas mesmo assim, nunca consegui desativar o canal.

Se houver uma pequena chance de que outros lobos como Selene estejam lá fora em apuros, tenho que protegê-los. Nunca esquecerei como ela saiu furiosa quando sugeri que outros Volanas não importavam porque não eram minha responsabilidade. De todos os meus arrependimentos, o número de mentiras ou rumores implícitos que deixei Selene acreditar por causa de politicagem permanecem no topo da lista.

Normalmente eu não faria a investigação em pessoa, mas é extremamente raro ouvir falar de dois Volanas, e estou devendo uma visita diplomática aos nossos aliados. Não vejo Drake Cavanaugh desde o funeral do meu pai e, embora tenhamos mantido contato regular desde que o seu padrasto deixou de ser Alfa, ainda não tivemos uma reunião formal como líderes.

"Reúna uma delegação para viajar a Asphodel." Eu instruo Aiden. "O nosso disfarce é uma missão diplomática, Donavon e eu cuidaremos dos Cavanaughs enquanto você investiga a denúncia. Leve quem for necessário para a busca."

Aiden levanta uma sobrancelha escura. "Você quer ir pessoalmente?"

Assinto com a cabeça devagar. "Algo parece diferente nessa denúncia." Confesso. "Não consigo explicar o que, mas sinto que preciso ver isso pessoalmente."

Ele acata os meus instintos sem questionar. "Quando você quer partir?"

"Imediatamente."

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Ponto de vista do Drake

"O que você quer dizer com os Nova estão vindo para Asphodel?" Pergunto devagar, mal conseguindo acreditar nos meus ouvidos.

Meu Beta, Hugo, me passa uma missiva impressa anunciando a visita iminente de Bastien Durand e alguns diplomatas. "Eles chegarão em uma hora." Ele afirma contrito, curvando a cabeça como se num pedido de desculpas. "A mensagem chegou ontem à noite depois que já havíamos saído."

Meu lobo se senta atento, com os pelos arrepiados. "Sabemos o por que dessa visita?" Uma visita inesperada e urgente como essa nunca é um bom sinal. Significa que algo está errado, e eles não querem que tenhamos tempo de nos preparar ou acobertar nada.

'Será que eles sabem?' Meu lobo questiona.

'Como eles poderiam?' Retruco, tentando alisar os cabelos em pé da parte de trás do meu pescoço.

"O despacho simplesmente diz que há questões críticas de segurança a serem discutidas." Hugo dá de ombros.

'Porra.' Meu lobo reclama. 'Isso não está cheirando bem.'

"Você sabe o que fazer." Eu me dirijo a Hugo.

"Sim, Alfa." Antes de chegar à porta, o outro lobo para, xingando baixinho.

Então eu levanto as orelhas e ouço na mesma hora uma cacofonia crescente no jardim aquático em frente à casa do bando. A comoção já está se espalhando pela residência, enquanto os guardas assumem suas posições defensivas e destroem evidências.

Não há mais o que fazer.

"Eles já chegaram." Eu declaro, e a resignação floresce na minha corrente sanguínea. "Prepare-se, porque isso vai ser feio."

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"Devo saber de quem estamos falando?" Drake responde, indiferente.

O meu lobo sai do meu corpo com um rugido, rasgando as minhas roupas e explodindo em um tornado de pelo preto que derruba todas as restrições. Betas e guardas lutam para conter a ameaça e proteger o Alfa de Eros, mas Drake simplesmente fica parado avaliando os meus brilhantes olhos furiosos e meu comportamento hostil com um desinteresse frio. "Eu não entendo você, Durand." Ele anuncia. "Não é culpa minha se você foi tolo o suficiente para não valorizar o que tinha ao lado antes de perder."

"Do que você está falando?" Aiden exige, com seu lobo também emergindo à superfície.

"O seu Alfa parece achar que eu tirei algo dele." Drake responde, revirando os olhos. "Mas garanto que não fiz nada parecido." Ele continua descendo as escadas com uma expressão letal. "Além disso, não dou informações pessoais sobre os membros do meu bando, independente de quem esteja perguntando." Outro resmungo de raiva me escapa, e Drake continua. "Na minha experiência, se uma loba sente a necessidade de se esconder de um homem, ela tem um bom motivo para isso."

"Aí que está o problema, Cavanaugh." Donavon o interrompe. "Estamos falando da companheira do Alfa, que foi alvo de sequestro e assassinato – pelo menos era o que acreditávamos. Como podemos ter certeza de que ela está aqui por vontade própria, a menos que possamos ouvi-la pessoalmente?"

"Vocês não terão certeza." Drake responde sem remorso.

"Então temos um problema." Aiden sibila ameaçadoramente.

Drake analisa o nosso comportamento agressivo e nossas poses beligerantes com uma expressão exasperada no rosto. Depois de um momento, ele suspira e pega o celular, levando-o ao ouvido. "Temos um problema. Preciso que você me encontre na casa do bando agora mesmo." Seus olhos verdes piscam na minha direção. "Venha sozinha."

Coloco novas roupas, e ficamos esperando, enquanto minhas perguntas, ameaças e demandas caem em ouvidos surdos. Depois de dez minutos, o cheiro de madressilva e neve recém-caída começa a ficar mais forte, não são mais rastros antigos de caminhadas passadas, mas a fonte pura se aproximando.

Saio da casa em um piscar de olhos e corro para o jardim aquático como um homem possuído. A princípio é apenas o cheiro dela, o perfume inebriante que eu tinha certeza que nunca mais sentiria. Eu o inspiro avidamente, examinando o parque público em busca da origem do aroma.

Então, meu coração para quando a vejo.

É um sonho, tem que ser. Uma memória cruel conjurada na minha mente adormecida. A qualquer momento vou acordar no carro, a horas de distância de Asphodel e com o coração partido de novo.

Selene está bem na minha frente em um dos caminhos flutuantes, banhada pela luz dourada do sol e mais bonita do que qualquer uma das flores que nos cercam. Ela está com um vestido de verão curto, e seu cabelo exuberante flui livremente pelas costas. Seus olhos azuis e violetas brilham por trás dos grossos cílios pretos. Paralisada, ela me observa com atenção, e consigo ver as emoções aflorando por trás de sua expressão precavida.

Quando nossos olhos se encontram, a terra desmorona sob os meus pés, e sei que ela sente o mesmo. O mundo ao redor desaparece em um borrão cinza opaco, deixando apenas Selene em cores de tirar o fôlego. Axel uiva de alegria, chamando a sua companheira por puro instinto, já que nós dois sabemos ser impossível haver qualquer resposta.

Só que desta vez, há.

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