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Arrependimento após a Rejeição romance Capítulo 68

Ponto de vista da Selene

A primeira pessoa em que penso quando acordo é Bastien.

Lembro-me do ataque de Drake, a horrível batalha que se seguiu e o terror de ver as probabilidades virarem contra o meu companheiro. Lembro-me do instinto primitivo de Luna de protegê-lo e do pânico que me estimulou a mudar mais rápido do que deveria ser possível para alguém com a minha experiência. Lembro-me de lobos avançando na minha direção com as presas à mostra, e então, flashes vertiginosos de cor e som; vozes distantes e ondas vívidas de dor.

Tudo é um borrão de medo e tormento que o meu cérebro parece incapaz de processar. Os detalhes escorregam por entre os meus dedos como água quando volto à consciência, e as dores logo atingem o meu corpo.

'Onde está Bastien?' Meus pensamentos se confundem com a voz de Luna, e nossas perguntas se alternam em um redemoinho de preocupação e confusão.

'Ele está bem?'

'Com certeza não o mataram.'

'E a Lila?'

'Ela ainda está dormindo?'

'O que aconteceu?'

Estou estranhamente paralisada, incapaz de me mover ou abrir os olhos, como se estivesse acordada, porém presa no meu próprio corpo. Consigo soltar um gemido frágil, que soa fraco aos meus ouvidos. Em seguida, ouço um movimento à minha esquerda e então sinto o cheiro dele.

Bastien.

Seu cheiro me envolve como um cobertor quente recém-saído da secadora, e eu relaxo automaticamente. Ele está vivo, estou segura.

"Selene?" Seu baixo profundo penetra nas nuvens da minha memória confundindo os meus pensamentos, e seu lobo chama Luna. Ela responde sem hesitar, mais subjugada do que o normal, mas confortada por sua presença. "Você está acordada, querida?" Bastien murmura, acariciando o meu cabelo.

Deusa, eu o amo.

Em todo o nosso tempo juntos, nunca tive que me preocupar com a segurança do meu marido. Ele sempre pareceu tão invencível para mim. Essa foi a primeira vez que temi perdê-lo - não para outra mulher ou por um cerimônia de rejeição - mas para o outro mundo. O pavor e o desespero foram diferentes de tudo que já experimentei e espero nunca mais sentir isso.

Ainda não consigo abrir os olhos, mas encontro forças para levantar a mão, agarrando o seu braço com total alegria. "Você está bem." Eu me deleito com a voz rouca, e ensaio um sorriso levantando um pouco os cantos da boca.

Bastien solta um suspiro pesado e, em seguida, enche-me de beijos carinhosos. Dos meus cílios ao nariz, bochechas e cabelos, seus lábios não deixam nenhum centímetro da minha pele intocada até que finalmente se fixam na minha boca. "Você me assustou pra caramba, lobinha." Ele ronca, extraindo alguns beijos demorados entre suas palavras e mantendo o meu rosto emoldurado entre suas mãos enormes. "Achei que ia te perder de novo."

A angústia na sua amada voz rasga o meu coração em pedaços. Eu fui a causa do seu sofrimento. "Me desculpe." Eu resmungo, sentindo as lágrimas queimarem a garganta, e quando finalmente encontro forças para abrir os olhos, elas caem livremente. "Sinto muito, Bastien."

Seus olhos prateados brilham enquanto ele me fita com carinho. "Sinto muito, também." Ele jura, enxugando as minhas lágrimas com os polegares. "Mais do que você pode imaginar."

Odeio estar aqui com ele inclinado sobre mim, eu o quero mais perto, preciso sentir sua pele contra a minha. Quando digo isso, ele responde gentilmente. "Acho que você não está pronta para isso, lobinha. Você está se recuperando bem, mas ainda tem um longo caminho a percorrer. Os homens de Drake não se detiveram nem um pouco." Sinto o peso do arrependimento no seu tom, e isso me leva a finalmente perguntar o que estava protelando.

"O que aconteceu?"

"Você quer dizer antes ou depois de você pular no meio de um combate mortal entre Alfas?" O tom de Bastien permanece inalterado, mas a desaprovação soa alta e em bom som.

"Eles iam te matar."

"E em vez disso eles quase mataram você." Ele responde severamente. "Qual das opções você acha que eu preferiria? Qual você acha que teria sido melhor para a Lila?"

De repente, sinto-me uma mãe terrível por não ter perguntado por ela antes, e a culpa me leva a fazer um bando de questionamentos incoerentes. "Ela sabe o que aconteceu comigo? Quer dizer, ela estava... como... Onde ela está?"

"Ela está com a minha mãe." Bastien me assegura, percebendo a minha ansiedade. "Eu disse a ela que você teve um problema, mas que não é nada sério, que você só precisa de alguns bons cochilos para se sentir melhor."

"Obrigada." Suspiro de alívio, sentindo dor até mesmo nesse pequeno movimento.

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