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Arrependimento do Ex-Marido romance Capítulo 101

A jovem enfermeira, visivelmente assustada com ele, não hesitou em dizer a verdade.

— A... a enfermeira-chefe disse que a senhorita lá dentro... ela teve uma laceração e precisa de um remédio da ginecologia...

Ao ouvir isso, um tique nervoso repuxou o canto do olho de Francisco. Ele era cirurgião, não tinha absolutamente nada a ver com ginecologia.

Gilberto também ficou surpreso por um instante, mas não se permitiu nenhuma outra emoção.

— Laceração?

A enfermeira mal conseguia encará-lo. Como um homem tão bonito podia ser tão bruto na intimidade?

— Sim...

— É grave?

A enfermeira assentiu.

— Não é algo leve.

O olhar de Gilberto atravessou os dois em direção à sala de exames. Ele parecia querer entrar, mas Francisco o barrou.

— Ei, o que você está fazendo? Isto é um hospital, não quebre as regras!

Gilberto cerrou os punhos e, após alguns segundos de silêncio, disse com frieza:

— Então o que você está esperando? Vá buscar o remédio!

Francisco lançou um olhar à enfermeira.

— Vá. E aproveite para chamar uma médica para dar uma olhada.

Assuntos especializados exigiam profissionais especializados.

— Sim, sim, Dr. Elvas! Vou agora mesmo!

A ginecologia ficava no andar de baixo, e a médica não demorou a chegar.

— Dr. Elvas, olá.

— Olá, Dra. Noronha. Tenho uma paciente que preciso que você examine, por favor.

— Sem problemas. Vou entrar para dar uma olhada.

— Certo. Obrigado, Dra. Noronha.

— De nada.

A médica entrou e saiu em menos de cinco minutos; um exame interno era rápido.

Contudo, a expressão da Dra. Noronha não era das melhores. Ela primeiro olhou para Francisco.

— Dr. Elvas.

Francisco notou sua expressão e, com o canto do olho, lançou um olhar para Gilberto, suspirando internamente.

— Sim, sim, anotado. Não acontecerá novamente.

— Então vou preparar a prescrição. Além disso, como ela está com febre, seria bom administrar soro.

— Certo.

Depois que a médica se foi, Francisco finalmente se virou para o homem cujo rosto estava mais escuro que o fundo de uma panela. Ele conteve o riso e tossiu levemente.

— Eu não sabia que você tinha esse fetiche por sadismo.

A expressão de Gilberto ficou ainda mais sombria e fria. Ele lançou-lhe um olhar gélido.

— Cale a boca!

Nesse momento, Ana foi levada em uma maca para um quarto.

Enquanto observava a enfermeira conectar o soro ao corpo de Ana, Francisco deu uma olhada no resultado do exame de sangue.

— Não é nada grave. Vai melhorar assim que a febre baixar, mas não descarto a possibilidade de um resfriado.

Ana dormia tranquilamente, mas seu corpo ainda queimava. A enfermeira aplicou uma compressa fria para febre em sua testa.

Francisco o examinou de cima a baixo e, ao vê-lo de chinelos, finalmente não conseguiu segurar a risada.

— Você não quer se olhar no espelho para ver sua aparência? Em todos esses anos que te conheço, é a primeira vez que te vejo nesse estado. É uma visão e tanto.

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