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Arrependimento do Ex-Marido romance Capítulo 109

Ao sair do hospital, Gilberto foi direto para uma academia de boxe. Ele treinou com um instrutor profissional por uma hora inteira.

O instrutor, golpeado repetidamente, recuou e fez um gesto de pausa.

— Chega, chega! Não luto mais! Você está de mau humor hoje? Que fogo é esse? Não consigo nem me defender.

Com o rosto sombrio, Gilberto suava, e as gotas escorriam de sua testa e bochechas para o chão.

Ele permaneceu em silêncio, o maxilar tenso. Arrancou a fita adesiva com os dentes, tirou as luvas de boxe e sentou-se no chão, pegando uma garrafa de água e bebendo de um só gole.

Mas o fogo em seu peito não se apagou nem um pouco; pelo contrário, ardia com mais intensidade.

Amor correspondido, conexão de almas?

Pensando nisso, Gilberto amassou a garrafa vazia em sua mão e a atirou longe.

Ela estava cada vez mais ousada, atrevendo-se a provocá-lo abertamente.

Ela queria o divórcio?

Em seus sonhos!

O instrutor lhe deu outra garrafa de água. Gilberto a pegou e despejou sobre o rosto, depois fechou os olhos e encostou-se em um pilar.

— Se sentindo melhor?

Gilberto continuou em silêncio, tentando acalmar a respiração e recuperar as forças.

Ele precisava descarregar aquela raiva, ou não sabia o que poderia fazer para machucá-la, a fim de aliviar sua própria dor.

O instrutor o treinava desde o ensino médio. Eles se conheciam há muitos anos, uma relação entre mestre e amigo.

— Algum problema?

Gilberto nunca falava sobre Ana com ninguém.

Em público, ele sempre mostrava uma expressão de impaciência ou repulsa.

— Há quanto tempo você está com sua namorada?

— Mais de três anos. Por que a pergunta repentina?

— Vocês se amam?

— Claro que sim. Por que está perguntando isso? Está com problemas amorosos?

Gilberto passou a mão pelos cabelos suados, penteando-os para trás.

— Se a pessoa que você ama não te ama, o que você faria?

— O que eu faria? Claro que faria de tudo para que ela me amasse.

Ao receber seu celular, Ana viu muitas chamadas perdidas de Félix.

Ela retornou a ligação imediatamente.

— Ana?

— Sou eu, irmão.

— Ana, você está bem? Onde você está? Fiquei muito preocupado.

— Irmão, eu estou bem. Não se preocupe, por favor.

Mais do que sua própria doença, Ana temia que Félix ficasse doente, pois sua saúde sempre foi frágil.

— Ana, ele fez alguma coisa com você ontem? Você está realmente bem?

— Eu estou bem mesmo, irmão. Nós só tivemos uma discussão boba. Não foi nada, você não precisa se preocupar. Eu estou bem agora, não estou?

Félix ficou em silêncio por alguns segundos do outro lado da linha.

— O que aconteceu com a sua voz? Por que está rouca?

Ela estava resfriada e estava se segurando para não tossir durante a ligação.

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