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Arrependimento do Ex-Marido romance Capítulo 117

Pérola, com os olhos vermelhos e cheios de mágoa, o encarou.

— Gilberto, o que você disse me machucou muito. Nós brincamos juntos desde crianças, somos amigos há tantos anos, e aos seus olhos, eu sou apenas uma pessoa de fora.

Gilberto afastou a mão dela e disse apenas um "desculpe", sem tentar consolá-la ou se explicar.

A raiva e o ciúme queimavam dentro de Pérola.

Mas ela sabia que sua atitude precipitada já o havia irritado.

Não podia fazer mais nada que o desagradasse.

Pérola enxugou o canto dos olhos e sorriu, compreensiva.

— Tudo bem, Gilberto. Eu sei que você não disse por mal. Só espero que não me culpe por ter agido por conta própria. Eu realmente não quero te ver se torturando nesse casamento. Sei que você não tem sido feliz todos esses anos. Eu só quero que você siga em frente, esqueça o passado...

— Afinal, depois de tudo o que ela fez, de como ela te tratou, eu só quero que você deixe isso para trás e olhe para o futuro. Você entende e não vai me culpar, certo?

— Chega. Não fale mais.

Gilberto fechou os olhos, o maxilar tenso relaxando um pouco.

Ele olhou de soslaio para os olhos vermelhos de Pérola.

— Não estou te culpando. Mas espero que esta seja a última vez. Você me conhece. Não gosto que ninguém se meta nos meus assuntos.

Ao ouvir isso, Pérola finalmente respirou aliviada.

Ela baixou a cabeça lentamente.

— Eu sei, Gilberto. Não haverá uma próxima vez.

— Vá para casa. Eu tenho que sair. — Dito isso, Gilberto se virou e saiu.

Pérola só pôde vê-lo partir. Quando a porta do escritório se fechou, ela cerrou os punhos, olhando com ressentimento para o acordo de divórcio que esteve tão perto de ser assinado.

Se não deu certo desta vez, da próxima seria ainda mais difícil.

Mas o que mais a enfurecia era que ele realmente não queria assinar o divórcio!

Será que, todos esses anos, ele nunca superou Ana de verdade?

— Ei, vou dar uma olhada. Continuem o trabalho.

Gilberto empurrou a porta do quarto com força, parecendo um lobo faminto prestes a atacar.

— Ana, você...

Mas antes que pudesse descarregar sua raiva, foi atingido por uma maçã.

— Que gritaria é essa? Quer morrer?

Ana, assustada, piscou, olhando para a maçã que atingiu a testa de Gilberto.

Vendo a maçã espatifada no chão e o suco escorrendo pela testa dele, ela abaixou a cabeça, os ombros tremendo levemente, como se estivesse rindo secretamente.

A matriarca estava com uma expressão furiosa, como se não estivesse satisfeita. Ela pegou outra maçã, pronta para atirar.

Mas desta vez, Gilberto se esquivou a tempo. A primeira foi de surpresa, ele não teve tempo de desviar. Quem imaginaria que a avó estaria lá?

Gilberto, com o rosto sombrio, limpou o suco pegajoso da testa. As veias em sua testa estavam saltadas, mas, aparentemente por causa da avó, ele teve que engolir sua raiva.

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