Os pais de Pérola, do Grupo Cruz, a observavam com preocupação.
— Pérola, acalme-se.
Pérola se virou, com os olhos vermelhos, a inveja e o ressentimento estampados em seu rosto.
— Me acalmar? Como eu posso me acalmar? Eu estive ao lado dele por tantos anos, a posição de Sra. Paiva era para ser minha, tudo da Família Paiva deveria ser nosso, da Família Cruz! Por que aquela vadia órfã da Ana consegue tudo?
— E aquela velha moribunda, como ela pode dar tanto valor àquela vadia? Para impedi-los de se divorciar, ela entregou tudo da Família Paiva para a Ana!
— Por quê? Por quê?!
Depois de seu acesso de fúria, Pérola se ajoelhou diante dos pais.
— Pai, mãe, eu não me conformo, eu realmente não me conformo. E vocês, vocês se conformam? Não se esqueçam do que aquela vadia da Ana fez. Ela nos deve, ela cometeu um erro, por que ela pode viver tão bem e impune?
— Pai, mãe, vocês realmente querem vê-la tão feliz?
— É claro que não queremos ver aquela mulher tão feliz, mas o que podemos fazer?
— Como assim não há o que fazer? Ele nos deve, ele tem que pagar!
O casal Cruz se entreolhou.
— Pérola, você sabe que nos últimos anos, enquanto estivemos no exterior, a empresa ficou em suas mãos. Mas você não tem talento para os negócios. O Grupo Cruz só tem prosperado e permanecido seguro todos esses anos por causa do apoio do Grupo Paiva. Nós recebemos muitos benefícios do Grupo Paiva ao longo dos anos...
— E daí? — Pérola levantou-se de repente, com os olhos vermelhos, e gesticulou com força.
— Mesmo assim, ele ainda me deve! Ajudar o Grupo Cruz é o que ele deveria fazer, mas ele me deve, ele me deve!
— Pérola...
Pérola fechou os olhos lentamente.
— Um por um, todos vêm me contrariar, todos contra mim. Por que ela tem tanta sorte? Naquela época, estava tudo tão perto de...

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