Ana não aguentou ouvir aquilo e deu-lhe outro chute.
Gilberto, no entanto, olhou diretamente para ela. — Por que está me chutando? Se não quer que ela assuma a empresa, então tenha outro filho. Caso contrário, essa será a responsabilidade dela.
Ana franziu a testa e, cerrando os dentes, sussurrou um “idiota” antes de ouvir o número do pedido ser chamado.
Ela se levantou e foi até o balcão buscar a comida.
— Olivia.
Depois que Ana saiu, Gilberto chamou o nome de Olivia.
— O que foi, papai?
— Você quer ter um irmãozinho ou uma irmãzinha?
— Irmãozinho ou irmãzinha? — Olivia piscou e perguntou: — Papai, de onde viria um irmãozinho ou uma irmãzinha?
— A mamãe e o papai teriam para você. Você quer?
— Quero, sim! Mas, papai, eu quero um irmãozinho!
Ana voltou com a comida bem a tempo de ouvir essa frase. Ela apertou a bandeja com força, encarando a nuca de um certo alguém.
Sentiu uma vontade imensa de virar a bandeja inteira na cabeça dele por falar tantas besteiras!
Ela se aproximou, sentou-se e disse em voz baixa: — Olivia, não dê ouvidos às bobagens do seu pai. Para a mamãe, ter apenas você já é o suficiente. Agora coma, meu bem.
A atenção de uma criança era facilmente desviada. Ao ver a comida deliciosa, Olivia esqueceu de todo o resto.
Gilberto recostou-se na cadeira, observando mãe e filha comerem aquela comida frita e pouco saudável.
Já que tinham comprado, não podiam desperdiçar. Ana calçou as luvas descartáveis e começou a comer seu hambúrguer.
— Que delícia! — exclamou Olivia enquanto comia, segurando uma coxinha de frango em uma mão e batatas fritas com ketchup na outra, com uma expressão de pura satisfação.
— Olivia, quer um pedaço de hambúrguer?
— Quero!
Ana aproximou seu hambúrguer para que Olivia desse uma grande mordida.
Mãe e filha comiam com tanto gosto que Gilberto se endireitou um pouco, pegou um par de luvas descartáveis e as calçou.
— É tão bom assim?
Ana não lhe deu atenção. Gilberto pegou uma das asas de frango fritas e provou.
O sabor era realmente bom, mas muito gorduroso.
— É a minha barriga que dói.
— Dói muito?
Olivia fez um bico e começou a chorar. — Sim, dói muito, mamãe. Minha barriga dói muito...
Ver a filha chorar deixou Ana aflita. Ela rapidamente pegou Olivia no colo.
— Olivia, não tenha medo. A mamãe vai te levar ao médico no hospital agora mesmo, não tenha medo.
Com isso, ela saiu correndo do quarto com Olivia nos braços.
A empregada, sem entender a situação, perguntou: — Senhora, o que aconteceu?
— A barriga da Olivia está doendo. Vou levá-la ao hospital primeiro. Depois, por favor, prepare as coisas para uma possível internação e leve para lá.
— Certo...
A empregada ia dizer algo mais, mas Ana, com Olivia no colo, já havia saído apressadamente.
A empregada então subiu as escadas, foi até o escritório e bateu na porta.
— Entre.

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