— Srta. Leal, sinto muito. Nós apenas seguimos ordens da administração. Não sabemos o motivo exato.
Expulsar um paciente do hospital era algo que os deixava desconfortáveis, mas não havia o que fazer. Eram apenas funcionários.
— Onde está o diretor de vocês? Quero falar com ele!
— Lamento, Srta. Leal, mas o nosso diretor não está.
— Vocês... — Ana ia continuar a discutir, mas Félix segurou sua mão.
— Deixa para lá, Ana. Eu já me sinto muito melhor. Não precisamos gastar dinheiro ficando no hospital. Posso me recuperar em casa.
Ao ouvir isso, Ana olhou para Félix.
— Mas você ainda precisa de...
Félix deu um tapinha na mão dela e disse com ternura:
— Vamos para casa. Fiquei tanto tempo neste hospital que não aguento mais.
No entanto, a casa da Família Leal havia sido leiloada há muito tempo. Agora, eles não tinham para onde ir.
A única opção era o apartamento que ela alugara. Felizmente, na época, ela não economizou e alugou um de dois quartos. Caso contrário, agora estariam realmente sem teto.
Ana se agachou para ajeitar o cobertor sobre as pernas de Félix, com os olhos marejados.
— Tudo bem. Vamos para casa.
No momento em que Ana se preparava para empurrar a cadeira de rodas de Félix, Xisto desceu de um carro e olhou para os irmãos.
Ana ficou surpresa.
— Diretor Rios?
Xisto acenou para ela, olhou para a condição de Félix e disse:
— Tenho um amigo que é dono de uma casa de repouso particular. Se precisar, posso entrar em contato para vocês.
Ficar numa casa de repouso era muito melhor do que num apartamento alugado, especialmente porque ela trabalhava durante o dia e não teria tempo para cuidar dele.
Ana pensou por um momento e aceitou a ajuda de Xisto.
A casa de repouso ficava na encosta de uma montanha. O ar e o ambiente eram excelentes, perfeitos para a recuperação.
Ana sentiu imediatamente que era um bom lugar para se recuperar. Ela se virou para Xisto.
— Diretor Rios, quanto custa a anuidade aqui?
— Com licença, gostaria de saber se podemos pagar mensalmente.
— Bem... — O funcionário olhou para Xisto e disse: — Vou ligar para o nosso diretor e perguntar.
— Deixe que eu ligo. — Dizendo isso, Xisto lançou um olhar tranquilizador para Ana, pegou o celular e se afastou um pouco para fazer a ligação.
Félix desviou o olhar para Ana.
— Ana, desde que estávamos no carro, eu queria te perguntar: quem é esse senhor? Você e seu marido brigaram?
Ana se agachou diante dele e explicou:
— Irmão, decidi me divorciar do Gilberto. Esse é o meu chefe, o Diretor Rios.
Félix ficou chocado.
— Divórcio? Por que de repente?
Como se tivesse se lembrado de algo, Félix segurou a mão dela.
— É por minha causa? O seu marido acha que eu sou um fardo para vocês? Se for por isso, eu posso...
— Irmão! — Ana o interrompeu rapidamente, com uma expressão séria. — Não pense besteira. O meu divórcio não tem nada a ver com você. Eu simplesmente não quero mais viver com ele. Fui eu quem pediu o divórcio.

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