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Arrependimento do Ex-Marido romance Capítulo 98

O grampo de madeira não era tão afiado, mas Ana usou força, então, mesmo que não tenha perfurado profundamente, rasgou a pele.

Gilberto a encarou, imóvel, enquanto uma onda de fúria subia por seus olhos.

— Você me feriu por causa dele?

O olhar de Ana vacilou. Ao perceber o que fizera, sua mão amoleceu e o grampo caiu no chão.

— Eu...

Uma veia saltou na testa de Gilberto. Sua expressão de fúria se transformou em uma máscara de frieza, e ele continuou a encará-la.

Ana também não sabia por que havia feito aquilo. Estava apenas muito preocupada com Félix.

A saúde de Félix já era frágil, e uma situação como aquela poderia piorar as coisas. Ela agiu por impulso.

Além disso, ele a estava apertando com tanta força que mal conseguia respirar.

Gilberto segurou a cabeça de Ana e a puxou para perto de si.

— Ah! — Ana fechou os olhos com força, os cílios tremendo. Estava claramente com medo.

Gilberto riu com frieza e sussurrou em seu ouvido, entre dentes:

— Você se mete em apuros, e eu resolvo seus problemas. Ana, você é inacreditável. Você realmente sabe como me agradecer, não é?

— Eu... eu não fiz por querer. Foi você que...

— Parece que eu andei sendo bom demais com você ultimamente, e por isso você se sentiu à vontade para abusar, não é?

— Certo. Não quer que eu seja bom com você? Isso é fácil. Eu satisfaço o seu desejo!

Dizendo isso, ele a ergueu nos braços.

— Ana!

Félix, coberto de suor, observou os dois se afastarem.

— Ana! Gilberto, solte-a! Gilberto!

— Me solta! Me ponha no chão, Gilberto! Me solta!

Gilberto permaneceu em silêncio, com o rosto impassível. Colocou-a no banco do passageiro, arrancou a própria gravata e amarrou as mãos dela, erguidas, na alça de segurança do teto do carro.

Depois de prender o cinto de segurança dela, ele apertou seu rosto com força.

— Você anda testando minha paciência repetidamente, achando que minha tolerância não vale nada, é isso?

Não importava o quanto ela gritasse, Gilberto não reagia. Os empregados da casa, ao verem a cena, fingiram não notar.

Afinal, eram assuntos dos patrões, e eles não tinham o direito de se intrometer.

Só puderam assistir enquanto os dois desapareciam dentro do quarto.

— O que aconteceu de novo?

— Não sei. O que será que houve?

— Vocês viram a cara do senhor? Dava medo!

— Será que... vai dar problema?

— Acho que não, né?

No quarto.

Gilberto jogou Ana na banheira, abriu o chuveiro e despejou água fria sobre a cabeça dela.

— Ah!

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