Os dois não suspeitaram, e assim que a porta do elevador abriu, uma voz barulhenta soou num instante:
— A minha filha é a Sra. Vasconcelos! Vocês ousam me parar? Mandem a Matil... a Sílvia descer! O irmão dela quase perdendo a vida, e ela consegue trabalhar tranquila?
O rosto de Sílvia mudou drasticamente, e quando ia tirar os dois de lá, Célia Chaves bateu os olhos nela e correu bruscamente na sua direção:
— Sílvia! Olha só, você está aqui!
A atitude dos parceiros mudou e eles olharam inconscientemente para Sílvia.
Sílvia sorriu envergonhada:
— Muitas desculpas, Sr. Lima, Sr. Guedes, ainda tenho coisas a tratar por aqui, peço que a Mayra os leve, noutro dia eu pessoalmente prestarei minhas desculpas.
O Sr. Lima embora confuso, concordou acenando, já que em coisas alheias era melhor nem botar o nariz.
Quando iam saindo, Célia Chaves parecia um furacão segurando com unhas no Sr. Lima:
— Você não pode ir! Tem alguma noção de quem ela é para tentar criar negócios junto a ela? Até o próprio sangue ela manda embora para a morte! Uma ingrata como ela que nega qualquer carinho! Coragem você ter para dar um aperto de mãos com ela?!
Os arrancos que ela jogava eram altos, puxando o Sr. Lima com um forte tranco, a cara do mesmo brilhando no vermelho da fúria:
— Você! Não há diálogo cabível!
O cenário obrigou Sílvia a puxar o peso para os próprios braços erguendo o parceiro sob lamúrias:
— Sr. Lima, desculpe imensamente!
As têmporas dela ardiam com pulsares afiados, prendendo o veneno do sangue ela trincou os ossos dos lábios e disse:
— Mãe! Pare com isso!
— Eu fazendo barraco? Seu irmão está quase morrendo e eu não posso fazer barraco? — Célia Chaves agarrou o braço dela. — Me dê o dinheiro! Cinco milhões! Se não eu não vou embora hoje!
Os funcionários curiosos grudavam o canto dos olhos com conversas furtivas.
Sílvia sentiu um constrangimento sem precedentes, tentou se soltar da mão da mãe, mas foi agarrada com mais força.
O Sr. Lima olhou friamente para ela, com uma expressão muito irritada, e em seguida saiu apressadamente.
Estava tudo arruinado... Tudo estava acabado...

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