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Aurora Dourada: Fênix romance Capítulo 536

No fim das contas, tudo se resumia à falta de amor.

Por isso, quando ela finalmente sentiu o sabor de um verdadeiro carinho familiar, todos os sentimentos que tinha por Tatiana simplesmente evaporaram.

Bryan provavelmente era igual.

Tendo crescido carente de afeto, ele vivia nesse dilema: odiava o Presidente Silva, mas ao mesmo tempo desejava receber dele o amor de pai, ficando nesse eterno conflito interno.

Mas o Presidente Silva não era como Tatiana.

Jennie ainda tinha esperança de que, um dia, eles dois, pai e filho, conseguissem superar as diferenças.

E, mesmo que não conseguissem, pelo menos que não se tornassem inimigos.

Ela não respondeu ao comentário de Bryan, deixando que ele digerisse tudo sozinho.

Bryan, por sua vez, também não demorou a sair daquele momento emotivo.

Aquela sensação de aperto no peito logo passou.

Ele disse para Jennie: “Você passou o dia todo se cansando, melhor ir descansar. Aqui eu cuido de tudo.”

“E você, não vai descansar um pouco?”

Bryan respondeu: “Daqui a uma hora, ele chega. Se é pra atuar, vamos fazer o pacote completo. Vai saber se não tem algum informante dele no hospital.”

“Está bem.”

Como era algo sério, Jennie não insistiu.

Bryan mandou alguém acompanhá-la.

No caminho de volta, Jennie não conseguia segurar o sono.

Ela se esforçou para não dormir antes de chegar em casa, estava prestes a beliscar a própria mão para se manter acordada, quando o carro freou bruscamente.

Jennie reagiu rápido, segurando com força o apoio, evitando bater a cabeça no banco da frente.

“Srta. Jardim! A senhora está bem?” O motorista virou-se preocupado.

Felipe e Paulo estavam ocupados, então quem a acompanhava era alguém da equipe de Paulo.

Mas ele sabia muito bem que aquela Srta. Jardim estava para se tornar Sra. Silva, então ficou ali, com frio na barriga.

“Estou bem. Por que você freou de repente?”

Mal terminou de falar, uma garota de óculos escuros e cara feia se aproximou e bateu com força no vidro do motorista.

O motorista abriu o vidro, e a garota já começou a gritar:

“Você não sabe dirigir, não? Bateu no meu carro novo! Sabe quanto custa o meu carro? Acha que pode pagar?”

O carro em que Jennie estava era um carro do Grupo Silva, bem comum.

O motorista respondeu: “Moça, você que freou de repente na pista expressa, por isso precisei frear também.”

“O quê? Agora a culpa é minha se você bateu atrás?”

“Eu…”

Foi então que Jennie falou: “Chame o seguro.”

“Seguro? Não tenho tempo pra esperar seguro nenhum! Quero dinheiro agora!”

Jennie olhou com atenção para a garota, sentiu que já a tinha visto em algum lugar, mas, pensando bem, não conhecia mesmo.

Ela perguntou: “Quanto você quer?”

“Dez mil!”

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