Com um sorriso misterioso, Rafael fixava os olhos em Olavo, esperando sua reação.
Olavo ficou sem palavras, surpreso com a virada de Rafael, o semblante fechando de imediato.
Não esperava que Rafael fosse tão direto, tirando-lhe a chance de manter a postura e, mais ainda, defendendo Isadora com tanta firmeza.
Olavo tentou manter a calma e minimizar o assunto:
— Sr. Rafael está exagerando, talvez ontem no resort tenha havido algum mal-entendido.
— Mal-entendido?
Rafael arqueou o canto da boca em um sorriso irônico, os olhos ficando cada vez mais frios.
— Esse tal ‘mal-entendido’ do Sr. Olavo... seria difamar a Isinha na frente de todo mundo e humilhar quem ela é? Isso vai custar caro.
Rafael mantinha a calma, mas suas palavras caíam pesadas, como uma pedra invisível pressionando Olavo.
O rosto de Olavo escureceu ainda mais. Ele sabia que Rafael queria forçá-lo a pedir desculpas, mas ele, Olavo?
Pedir desculpas a Isadora?
Absolutamente impossível!
Tentou então mudar de rumo, desviando do pedido de desculpas:
— Sr. Rafael, no mercado é natural haver alguns atritos. Por que insistir tanto nisso?
Rafael, porém, não deu essa chance. Interrompeu-o com uma voz firme, carregada de alerta:
— Hoje eu te deixo manter a postura, mas não significa que pode humilhar a Isinha como quiser.

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