"Coitada da Geovana, ela não tem nem mais seis meses de vida e ainda tem que levar a culpa dos outros."
"Pois é…"
Cecília leu os comentários e sorriu.
Como esperado, assim que o escudo da "doença terminal" foi usado, Geovana mais uma vez conquistou a simpatia do público.
Gustavo, sentado ao lado de Cecília, estava furioso.
"O que ele está fazendo, afinal?!", o "ele" a quem Gustavo se referia era óbvio para os dois. "Vamos usar aquele outro plano."
Mas Cecília balançou a cabeça.
Quando prepararam o terreno antes, eles deixaram rastros, mas desta vez, as pessoas envolvidas eram outras.
Eram pessoas do Grupo Cruz.
Portanto, as provas que haviam preparado não teriam muito efeito contra eles.
"Vamos simplesmente deixá-la em paz?", Gustavo rangeu os dentes.
Cecília sorriu. "De jeito nenhum."
"Mas ela…", Gustavo olhou de relance para a câmera ao lado e não ousou falar abertamente.
"Você conhece a expressão 'beber veneno para matar a sede'?", disse Cecília, sorrindo.
"Você quer dizer…", os olhos de Gustavo brilharam.
Cecília baixou a cabeça e digitou no celular, de forma discreta.
"Hoje, Geovana primeiro traiu Vicente. Embora eles ainda tenham interesses em comum, é impossível que ele não guarde ressentimento."
"Segundo, ela usou os recursos do Grupo Cruz. Mesmo que tenha conseguido limpar sua imagem a duras penas, ela não saiu vitoriosa. Sua reputação ficou manchada, e uma semente de dúvida foi plantada na mente das pessoas."
"Por último, e mais importante, ela se desesperou e perdeu o controle. Seu 'escudo da doença terminal' tem um efeito que se desgasta. Usá-lo uma ou duas vezes pode funcionar, mas com o uso frequente, todos ficarão impacientes."
"Uma mentira nunca se torna verdade. Quanto mais ela tenta se justificar agora, mais grave será a retaliação no futuro."
"E pelo fato de ela ter recorrido aos recursos do Grupo Cruz, o dia dessa retaliação está próximo."
Gustavo assentiu com convicção.

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