Cecília olhou para trás e viu que era Silvana Henriques.
Era sua mãe biológica.
Cecília ficou um pouco sem saber o que fazer.
Da última vez que foi ao hotel ver Silvana, Silvana havia pedido que ela não voltasse mais para procurá-la.
Durante todos esses anos, ela nunca soube como se relacionar com a outra.
Embora fossem mãe e filha de sangue, havia coisas demais entre elas.
Depois de pensar um pouco, Cecília disse: "Mãe."
Silvana olhou para ela, assentiu com a cabeça, depois entrou carregando uma cesta de frutas, que colocou em cima do criado-mudo ao lado da cama.
"Vim ver a Brenda", ela disse.
Cecília assentiu, puxou uma cadeira para ela e depois olhou para Brenda, ponderando como iniciar a conversa.
Mas antes que Cecília conseguisse falar, Brenda já se adiantou, chamando alegremente: "Vovó!"
Sorrindo de orelha a orelha, parecia uma daquelas crianças de cartaz de festa junina, muito fofa.
Silvana também sorriu e disse: "Que menina boazinha."
Silvana ainda ficou conversando bastante com Brenda, e Cecília se sentiu um pouco atordoada.
Nunca tinha ousado imaginar que Silvana tomaria a iniciativa de vir ver Brenda.
Afinal, depois do acontecido naquela época, elas…
Brenda gargalhava, conversando animadamente com Silvana.
No final da visita, Silvana fez um sinal com os olhos para Cecília.
Cecília entendeu logo, pediu para Brenda brincar um pouco sozinha e então seguiu Silvana até uma pequena varanda lateral.
Dali podiam ver Brenda, mas também ficavam à parte para conversar.
"Daqui a pouco tempo, o processo de adoção deve sair", Silvana disse.
Cecília assentiu.
Depois, não sabia o que dizer, só sentiu o coração bater mais rápido.


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