Cecília balançou a cabeça: "Não tem problema, de verdade, confia em mim."
...
Depois disso, vieram mais algumas ligações.
As duas responderam uma por uma.
Grupo Cruz.
Ângela voltou radiante, afinal, tinha sido ela quem espalhara todas aquelas notícias.
Foi também ela quem, de madrugada, divulgou a informação sobre a saída dos principais técnicos da Riverso. Ela queria mesmo que Cecília caísse numa grande armadilha.
Ela já estava completamente preparada.
Seus contatos já aguardavam do lado de fora; assim que Cecília assinasse o contrato, eles entrariam, e ela própria não precisaria mais assinar nada. Agora tudo estava correndo exatamente como ela planejou.
Na verdade, estava indo ainda melhor do que esperava.
Aquela ousada da Cecília teve coragem de usar ativos no exterior e até propriedades bloqueadas do Emerson como garantia para conseguir empréstimos e realizar tudo isso.
E ainda envolveu o Gustavo nessa história.
Desta vez, poderia derrubar todos eles de uma só vez.
"Hoje é um dia de sorte..." Ângela cantarolava enquanto caminhava rumo ao próprio escritório.
Assim que abriu a porta, viu alguém já a esperando lá dentro.
Era Felipe.
"Irmão..."
Na mesma hora, Ângela recolheu o sorriso do rosto e olhou para Felipe, sentado na cadeira de rodas.
Felipe não falou de imediato, apenas a encarou.
Bruno Carvalho saiu primeiro da sala, fechando a porta atrás de si. Agora, só restavam Felipe e Ângela no escritório.
"O que você fez?" Felipe perguntou, "Fala!"
Ângela olhou para Felipe e, diante do olhar dele, perdeu o ímpeto de disfarçar.
"Ué, não está na cara? Aquele projeto da Riverso estava com problemas, eu me envolvi, mas não deixei a empresa sofrer nenhum prejuízo." respondeu Ângela.

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