Quando os braços dela envolveram sua cintura, Jefferson fechou a porta pela metade, usando todo o seu corpo para bloqueá-la, de modo que Fabiano não percebeu a presença de Alba.
— Algum problema?
O homem empurrou a cabeça de Fabiano que espreitava pela porta e perguntou com uma expressão indiferente.
— Ah, nada não...
Fabiano bagunçou o cabelo:
— Jefferson, o que você está fazendo aqui?
Jefferson franziu levemente a testa:
— Negócios. Bebi umas taças a mais e vim para o quarto descansar.
— Ah...
Bem nesse momento, Fabiano viu Murilo e um grupo de pessoas saindo de um camarote mais à frente.
A atitude de Murilo era respeitosa, o que indicava que aquelas pessoas deveriam ser clientes.
Parecia que Jefferson realmente estava ali a negócios.
Quanto à mulher que ele segurava agora a pouco...
Ele queria entrar de vez para ver com seus próprios olhos.
Mas não tinha coragem.
Jefferson era, afinal de contas, o investidor da sua boate no momento.
Se o irritasse, e se ele decidisse cortar os investimentos futuros, o que faria?
Pesando os prós e os contras, ele não ousou insistir no assunto e mudou de conversa:
— Ah, a propósito, Jefferson, por acaso você viu a Alba agora a pouco?
Os lábios de Jefferson formaram uma linha reta e tensa:
— Não.
— Que estranho, jurava que a vi vindo para cá...
Após resmungar, Fabiano falou com os olhos brilhando intensamente:
— Aliás, Jefferson, encontrei aquela maldita da Alba hoje à noite. Fiz ela engolir seis taças de vinho...
— Dê o fora.
Jefferson o interrompeu com um tom de voz que esfriou de repente.
Fabiano não sabia em que exatamente havia desagradado Jefferson dessa vez.
Após a porta se fechar, Fabiano encostou-se na parede e fez uma ligação.
Do outro lado, ouviu-se a voz de Adelina.
— Fabiano, o que foi?
Fabiano tossiu e perguntou:

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