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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 12

— Querida, aconselho que seja realista.

Falando nisso, Miguel tirou outro documento da maleta:

— Assine mais este termo de acordo e adicione cinquenta mil reais para despesas médicas. Cem mil em uma única noite é mais do que você ganha em um ano na Capital & Compliance Advogados. Assim, nem precisará mais fazer bicos cansativos. Por que não aceitar?

Alba mordeu os lábios com força.

Nem a injustiça ou a raiva superavam a profunda sensação de impotência daquele momento.

Ela não tinha medo de comprar briga com ninguém.

Mas logo foi cruzar o caminho de Jefferson, a pior pessoa possível para se ter como inimigo.

Ele era a maldição de sua vida.

Que seja.

Ela se rendia.

Pegou a caneta que Miguel estendeu, assinou rapidamente e empurrou o acordo de volta.

Miguel apontou para o outro documento sem assinatura:

— Não vai querer os cinquenta mil das despesas médicas?

— Vocês me dão nojo, pelo menos preciso de um pingo de dignidade por causa desse ferimento.

— Dignidade não enche barriga.

Miguel deu um sorriso irônico:

— Cinquenta mil não é suficiente? Diga o seu preço.

Ao dizer isso, ele estalou a língua na direção de Jefferson:

— O Sr. Soares é tão rico que só lhe restou dinheiro.

Alba:

— Cinquenta milhões.

— Se ele der, você tem coragem de pegar?

— É melhor que ele não dê.

— Fim de papo, então?

— Você é surdo?

— ...

Miguel riu de ser contrariado.

— A Dra. Aragão tem uma língua afiada. A sua performance no tribunal deve ser ainda mais bonita de se ver.

— Obrigada pelo elogio. Aguardo ansiosamente pelo dia em que o Dr. Miranda sentar no banco dos réus para que eu possa apreciar de perto.

— Haha!

Miguel gargalhou alto.

Mas Jefferson apenas observava a eloquente Alba com os olhos cheios de confusão.

O estado dela ali, focada, era de uma determinação inabalável.

Completamente diferente da imagem nervosa e encolhida que ela apresentava diante dele...

O homem estreitou levemente os olhos.

Ela... parecia ter muito medo dele?

Sentindo o peso do olhar afiado de Jefferson, os nervos de Alba se tensionaram instintivamente.

Ela só queria acabar logo com aquela disputa.

Alba não entendeu a malícia naquelas palavras.

Miguel adorava provocar as que pareciam puras e inocentes, sorrindo com um ar de cafajeste elegante:

— Linda, tem namorado?

Alba ia dizer que não, mas pelo canto do olho percebeu o olhar de Jefferson sobre ela e mudou a resposta:

— Tenho.

O movimento de Jefferson fumando parou por uma fração de segundo.

Um pedaço de cinza caiu em seu dedo, causando uma dor incômoda que o fez franzir a testa.

Miguel, alheio a isso, continuou se divertindo:

— O seu namorado deve ser um completo inútil para deixar uma beleza como você fazer bico em boate. Melhor chutar o cara e ficar comigo.

Alba fechou a cara:

— Cale a boca, por favor, ou vou acabar vomitando de novo.

— ...

Miguel passou a mão no rosto, incrédulo.

Droga, pela primeira vez na vida estava sendo rejeitado por uma mulher.

Que constrangedor.

Ele ergueu o queixo de forma brincalhona na direção de Jefferson:

— Não me acha bom o suficiente? E quanto a ele? Com esse patrimônio e essa cara, acho que serve, não?

Alba franziu o cenho:

— Ele é casado!

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