Adelina entrou com um sorriso radiante.
Carregava uma lancheira térmica nas mãos.
Assim que entrou, seus olhos varreram o local rapidamente e, ao notar que não havia nenhuma outra mulher ali, suspirou de leve, aliviada.
— Jefferson, o Fabiano me disse que te encontrou aqui ontem à noite e que você tinha bebido bastante. Então, preparei um chá de ervas especial para ajudar o corpo a se recuperar e trouxe o café da manhã.
Enquanto falava, arrumou a infusão e a comida na mesa de jantar.
Adotava uma postura de esposa dócil e dedicada.
Jefferson, sem expressar muita coisa no rosto, aproximou-se, sentou-se, pegou a xícara e tomou um gole:
— Na próxima vez, não precisa vir de tão longe só para isso.
O olhar afiado de Adelina percorreu o pescoço e as clavículas do homem.
Ao não encontrar nenhuma marca comprometedora, o coração apertado dela finalmente relaxou.
Na noite anterior, Fabiano primeiro ligou para ela, insinuando nas entrelinhas que Jefferson tinha uma mulher fora do casamento.
Depois, enviou uma localização.
Ela passou a noite em claro, esperando o amanhecer, para só então vir até lá sob a desculpa de entregar um café da manhã carinhoso...
No entanto, desde que entrou, o rosto tranquilo e indiferente de Jefferson a impedia de decifrar qualquer emoção dele.
— Você bebeu tanto... conseguiu dormir bem essa noite?
Adelina perguntava enquanto espiava o quarto ao fundo.
Deu uma atenção especial à cama.
Estava um pouco bagunçada, mas não havia indícios suspeitos.
Tampouco havia roupas íntimas femininas ou algo do tipo.
Desviando o olhar, colocou uma sacola de roupas sobre a mesa:
— Trouxe roupas limpas para você.
— Certo.
Jefferson mal comeu, levantou-se, pegou a sacola e caminhou até o banheiro.
Quando a porta do banheiro se abriu, Alba tomou um susto terrível.
Pensou que fosse Adelina invadindo para pegar no flagra.
Mas, ao ver que era Jefferson, ficou paralisada de choque.


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