Alba guardou o celular, levantou-se e se infiltrou no meio da multidão.
Na entrada do parque indoor, viu uma mulher de roupas elegantes e visual moderno, aparentando ter seus quarenta e poucos anos, segurando a mão de uma garotinha que parecia ter uns cinco ou seis anos.
A menininha segurava a própria testa e chorava de boca aberta.
— Dói... Buá... Eu quero o papai e a mamãe...
A mulher estava agachada, tentando acalmá-la com aflição:
— Não chore, Bruna. O papai e a mamãe já estão chegando.
A mulher estava de costas para Alba e continuava de cabeça baixa consolando a menina, então Alba não conseguiu ver o rosto dela.
Mas quando a mulher se endireitou e virou de frente puxando a criança, o rosto de Alba empalideceu instantaneamente.
Em seguida, a sua espinha gelou e ficou completamente rígida.
Ela conhecia aquela mulher rica.
Era a tia de Adelina, Patricia Pereira.
Anos atrás, após a morte dos pais de Adelina, foi Patricia quem cuidou dos irmãos da Família Botelho.
Adelina confiava em Patricia como se fosse sua própria mãe.
Seis anos antes, sempre que Adelina a humilhava e agredia às escondidas,
Patricia também ajudava bastante.
Os dedos de Alba apertaram a alça da bolsa com força.
Involuntariamente, ela recuou um passo para se esconder no meio das pessoas.
Não queria dar de cara com Patricia.
Tinha medo de ser reconhecida.
Mas, ao ver o rosto da menininha que chorava e esfregava os olhos, Alba ficou pasma.
Ela já tinha visto aquela garotinha antes, no aquário.
Era a filha de Jefferson e Adelina.
Alba franziu a testa.
O mundo era mesmo muito pequeno.
Aonde quer que fosse, acabava esbarrando em algo relacionado a Jefferson.

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