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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 200

O fato de sua tia continuar presa na delegacia até aquele momento era uma prova bem clara disso.

No entanto, Adelina estava ali justamente para esfregar o próprio sucesso na cara da rival.

— A Dra. Aragão não está sabendo? A minha tia sai da prisão amanhã mesmo.

Naquele momento, Adelina se inclinou para a frente, aproximando-se do ouvido dela para sussurrar:

— De que adiantou bancar a esperta, se no fim das contas todo o seu esforço não serviu para nada?

Alba não se surpreendeu com a notícia de que Patrícia seria libertada.

Com o grande poder e a influência da Família Soares em Brisamar, bastava mexer os pauzinhos certos para reverter qualquer situação em questão de minutos.

Portanto, diante das provocações e do tom arrogante de Adelina, Alba apenas respondeu com frieza:

— Parabéns.

A calma incomum da advogada gerou em Adelina a frustração de quem dá um soco violento, mas acerta um pedaço de algodão.

Ela bateu os saltos com força no chão, saiu do departamento jurídico bufando de raiva e seguiu em direção ao escritório da presidência, logo em frente.

A porta da sala não estava totalmente encostada.

De onde Alba estava sentada, era possível ver perfeitamente tudo o que acontecia lá dentro.

Jefferson relaxava na cadeira, enquanto Adelina estava ao lado dele, massageando suavemente sua cabeça.

A interação íntima entre os dois lembrava a harmonia e o aconchego de um casal de longa data, vivendo dias tranquilos.

Quando Zanete se aproximou e viu a cena, murmurou, surpresa:

— Essa Sra. Soares vive olhando todo mundo de cima, com esse jeito arrogante, mas quando está perto do marido... tsc, tsc... Fica toda meiga e atenciosa. Ela sabe atuar muito bem, isso sim.

Dizendo isso, deu um leve empurrão no braço de Alba:

— Você não acha?

Alba forçou um pequeno sorriso:

— Se o Sr. Soares gosta, é o que importa...

— Tem razão. No fim das contas, eles são marido e mulher, né.

Depois de comentar aquilo, Zanete voltou para sua mesa.

Quando Alba espiou novamente a sala do outro lado, flagrou o momento exato em que Jefferson abraçava a esposa e a conduzia para a área de descanso do escritório.

Ela abaixou a cabeça, e suas longas pestanas criaram uma sombra sob os olhos.

No entanto, para sua surpresa, quando virou no corredor, eles ainda aguardavam a cabine.

Alba se posicionou diante do elevador de serviço, buscando a maior distância possível do casal. Mesmo assim, não conseguiu evitar ouvir o lamento manhoso de Adelina:

— Jefferson, por que o elevador privativo ainda não chegou?

A voz dele soou apática:

— Deve estar quebrado.

Naquele exato momento, o elevador de serviço se abriu.

Alba deu alguns passos e entrou na cabine.

Estava prestes a apertar o botão para fechar as portas quando Adelina, ainda abraçada a Jefferson, entrou com uma postura arrogante.

Alba não disse mais nada, apenas abaixou a cabeça e se encolheu discretamente no fundo do elevador.

Imediatamente, o espaço apertado foi tomado por um silêncio sufocante.

Até que a voz adocicada da mulher ecoou mais uma vez:

— Jefferson, amanhã, quando a minha tia sair de lá, vamos buscá-la juntos. O que você acha?

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