Alba mordeu o lábio com força.
Qualquer um perceberia que ela tinha acabado de ser assediada.
No entanto, o fundador da Capital & Compliance Advogados, o Sr. Fogaça, estava presente.
Se ela expusesse a verdade, seria uma afronta direta ao Sr. Fogaça na frente de um cliente importante.
O que estava em jogo era a reputação do escritório.
O Sr. Martins era um executivo do alto escalão da firma.
Mesmo que fosse punido, seria apenas uma advertência superficial.
No final das contas, ela, uma simples advogada júnior, seria a única prejudicada.
Por isso, Alba precisou engolir o orgulho, saiu de trás de Jefferson e fez uma reverência respeitosa para o Sr. Fogaça:
— Sinto muito, Sr. Fogaça. Eu não sabia que o senhor estava acompanhado de um convidado tão ilustre. O Sr. Martins e eu tivemos uma discussão acalorada por causa de um processo, nada mais. Foi apenas um mal-entendido.
Ao ver aquele desfecho, um sorriso irônico surgiu nos lábios finos de Jefferson.
O Sr. Fogaça suspirou aliviado:
— Já que foi um mal-entendido, voltem aos seus afazeres.
— Sim, senhor.
Alba abaixou a cabeça e saiu rapidamente da sala.
Naquele momento, Zanete estava parada do lado de fora.
Tinha sido ela quem batera na porta.
Ao ver o estado em que Alba saiu, puxou-a imediatamente para o banheiro.
Pelo caminho, cruzando a área de trabalho, ouviram vários sussurros.
— Que vergonha para a Dra. Aragão, flagrada de rolo com o diretor na sala dele, logo pelo Sr. Fogaça.
— Eu sempre disse que ela e o Sr. Martins tinham um caso. Se envolver com homem casado é nojento!
— Ouvi dizer que a Dra. Aragão usa o rostinho bonito só para fisgar clientes ricos...
Ouvindo aquilo, Zanete ficou furiosa e arregaçou as mangas, pronta para tirar satisfação.
Alba a segurou:
— Deixa para lá. Não é a primeira vez que ouvimos essas fofocas.
Quando chegaram ao banheiro, Zanete perguntou:
— Aquele velho asqueroso do Rafael conseguiu se aproveitar de você?
— Não.

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