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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 244

Alba respondeu com a voz abafada pelo constrangimento.

Em seguida, levantou o pé e pisou com força no sapato de couro impecavelmente polido do homem.

Jefferson franziu a testa de dor, mas a seguiu até a bilheteria.

O funcionário perguntou:

— Para onde vocês vão?

— Para aquela estação...

— Para a Vila.

Os dois responderam ao mesmo tempo.

O atendente olhou para ambos:

— Afinal, para onde vocês vão?

Jefferson puxou Alba para trás de si e afirmou:

— Para a Vila.

Depois de pagarem a passagem, desceram a escada rolante e foram esperar o trem.

Alba continuava de testa franzida, sem a menor vontade de falar com ele.

Como era horário de pico, o metrô estava lotado.

Era difícil até tentar se afastar.

Em vez disso, acabou sendo espremida e protegida pelo corpo de Jefferson durante todo o trajeto.

Ela, pequena e delicada, ficou prensada contra a parede do vagão, enquanto o homem mantinha os braços apoiados dos dois lados dela, criando uma barreira contra o empurra-empurra dos demais passageiros.

O espaço era tão apertado que a parte superior do corpo dela ficou comprimida contra o peito dele.

Não dava para saber se era o calor do corpo dele ou a temperatura sufocante do metrô lotado.

As bochechas de Alba estavam em brasa.

Uma fina camada de suor já umedecia suas têmporas.

Desconfortável, mexeu-se um pouco e ouviu a voz suave do homem bem acima de sua cabeça:

— O que foi?

Alba ergueu os olhos e o fuzilou:

— Afaste-se um pouco.

Jefferson abaixou a cabeça até o ouvido dela e sussurrou:

— Com essa multidão empurrando, você quer que eu vá para onde?

Ela já estava com calor, mas, ao sentir a respiração quente dele contra sua pele, ficou vermelha até o pescoço.

Esticou a mão e deu um beliscão forte na cintura dele:

— É mesmo?

Alba reuniu toda a coragem, ficou na ponta dos pés, ergueu o rosto até a altura dos olhos dele e disparou:

— Sr. Soares, então o senhor deveria enxergar nos meus olhos que eu detesto... hum!

Antes que pudesse terminar a frase, o homem abaixou a cabeça bruscamente e mordeu de leve, mas com firmeza, os lábios dela.

Alba soltou um gemido abafado de dor.

Tocando os lábios dormentes, ela o fuzilou, o rosto ardendo de vergonha.

Pelo menos ele só lhe roubou um beijo rápido e atrevido, sem ser descarado a ponto de beijá-la de verdade no meio de toda aquela multidão.

— Alba...

O homem sussurrou junto à orelha avermelhada dela:

— Pelo menos as reações do seu corpo mostram que você não me detesta.

— Você...

Alba estava prestes a explodir de raiva, mas, ao ver a quantidade de pessoas ao redor, decidiu não fazer escândalo.

Ela ainda prezava pela própria reputação.

Só depois de sair do metrô e caminhar com ele em seu encalço até uma rua estreita perto da creche é que Alba não aguentou mais:

— Sr. Soares, a sua atitude está afetando seriamente a minha vida.

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