Alba respondeu com a voz abafada pelo constrangimento.
Em seguida, levantou o pé e pisou com força no sapato de couro impecavelmente polido do homem.
Jefferson franziu a testa de dor, mas a seguiu até a bilheteria.
O funcionário perguntou:
— Para onde vocês vão?
— Para aquela estação...
— Para a Vila.
Os dois responderam ao mesmo tempo.
O atendente olhou para ambos:
— Afinal, para onde vocês vão?
Jefferson puxou Alba para trás de si e afirmou:
— Para a Vila.
Depois de pagarem a passagem, desceram a escada rolante e foram esperar o trem.
Alba continuava de testa franzida, sem a menor vontade de falar com ele.
Como era horário de pico, o metrô estava lotado.
Era difícil até tentar se afastar.
Em vez disso, acabou sendo espremida e protegida pelo corpo de Jefferson durante todo o trajeto.
Ela, pequena e delicada, ficou prensada contra a parede do vagão, enquanto o homem mantinha os braços apoiados dos dois lados dela, criando uma barreira contra o empurra-empurra dos demais passageiros.
O espaço era tão apertado que a parte superior do corpo dela ficou comprimida contra o peito dele.
Não dava para saber se era o calor do corpo dele ou a temperatura sufocante do metrô lotado.
As bochechas de Alba estavam em brasa.
Uma fina camada de suor já umedecia suas têmporas.
Desconfortável, mexeu-se um pouco e ouviu a voz suave do homem bem acima de sua cabeça:
— O que foi?
Alba ergueu os olhos e o fuzilou:
— Afaste-se um pouco.
Jefferson abaixou a cabeça até o ouvido dela e sussurrou:
— Com essa multidão empurrando, você quer que eu vá para onde?
Ela já estava com calor, mas, ao sentir a respiração quente dele contra sua pele, ficou vermelha até o pescoço.
Esticou a mão e deu um beliscão forte na cintura dele:

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