Um traço de preocupação surgiu nos olhos de Jefferson:
— É grave? Precisa ir ao hospital?
Neste momento, Alba estava na calçada em frente ao prédio do Grupo Soares, com os olhos varrendo o trânsito em busca do Rolls-Royce de Jefferson.
Ela havia fingido estar doente de propósito, usando isso como desculpa para conversar com ele e ganhar tempo enquanto o esperava.
— Não preciso ir ao hospital, só quero ir para casa descansar.
Ela mencionou "ir para casa" intencionalmente.
Como esperado, ela ouviu o homem perguntar:
— Onde você está agora?
Alba respondeu:
— Acabei de sair da empresa e estava indo... pegar o metrô para casa. Como precisava pedir licença, achei melhor avisar e liguei.
— Pelo menos foi obediente.
O homem ergueu uma sobrancelha e, em seguida, seus olhos escuros e profundos se estreitaram levemente:
— Já que não está se sentindo bem, não pegue o metrô. Chego à empresa em alguns minutos. Me espere aí, vou te levar para casa, está bem?
Alba não hesitou nem por um segundo:
— Tudo bem, desculpe pelo incômodo, Sr. Soares.
— Me espere.
Após desligar, Jefferson lançou um olhar enigmático para a pasta executiva ao seu lado.
Alba esperou ansiosamente por cerca de seis ou sete minutos até que um Rolls-Royce parou ao seu lado.
A janela se abaixou, revelando as feições aristocráticas, frias e autoritárias de Jefferson.
— Entre.
Jefferson inclinou a cabeça na direção dela e, em seguida, esticou o braço para abrir a porta do carro.
Alba se aproximou e, assim que entrou no carro, o homem ergueu um braço e a puxou para um abraço de forma muito natural.
O corpo de Alba ficou tenso por um momento, mas ela se forçou a relaxar, encostando a cabeça docemente no peito dele.
Jefferson virou metade do corpo, aproveitando para abraçá-la ainda mais forte.
Ele esfregou a testa levemente na dela, com um tom suave:
— A Dra. Aragão está tão boazinha hoje que estou até estranhando.
Enquanto falava, seus lábios finos e frescos roçaram a ponta do nariz empinado da mulher. Quando ele estava prestes a beijá-la, Alba o empurrou gentilmente:
— Não... Não estou me sentindo bem...
O homem a soltou um pouco e levantou a mão para sentir a temperatura da testa dela:

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