Alba retornou à sua mesa e o departamento de recursos humanos enviou os crachás de identificação.
Seriam usados para bater o ponto e acessar a empresa.
Durante a manhã inteira, os três se dedicaram a revisar os documentos do projeto.
Quando o horário de almoço se aproximou, Zanete pensou em convidar os outros colegas do departamento jurídico para comer, na tentativa de estreitar os laços.
Afinal, todos iriam trabalhar no mesmo departamento jurídico.
Além do mais, o pessoal do departamento jurídico do Grupo Soares era composto apenas por profissionais de elite. Ela queria fazer contatos para poder aprender com eles e ampliar seus horizontes.
Entretanto, Zanete caminhou até o setor interno com um sorriso radiante no rosto.
E, pouco depois, voltou desanimada e com uma expressão frustrada.
Claramente, sua simpatia foi recebida com total indiferença.
— Um bando de gente que mal se dignou a me responder. Qual é o problema deles?
Zanete colocou as mãos na cintura:
— Eu também me formei numa excelente faculdade, sabiam?
Evelásio balançou a cabeça sorrindo:
— Os advogados do Grupo Soares são todos mestres ou doutores formados em universidades de renome. Aos olhos deles, nós somos apenas um bando de empreiteiros fazendo um bico. Quando o contrato expirar, voltaremos de onde viemos. Na opinião deles, não possuímos nenhum valor para networking.
Embora as palavras de Evelásio fossem a pura verdade, Zanete ainda estava fervendo de raiva.
De forma dissimulada, ela estalou a língua em direção à sala interna, mostrando seu desdém.
Alba soltou um suspiro de frustração:
— Quanto mais as pessoas nos subestimam, mais devemos fazer o nosso trabalho de forma impecável, para que não nos tornemos motivo de chacota.
— Exatamente, eu é que não quero papo com eles!
Zanete soltou um grunhido frio:
— O que vocês querem comer hoje no almoço? É por minha conta!
Evelásio se aproximou:
— Eu dei uma olhada, e tem um rodízio de frutos do mar no shopping perto daqui. Custa sessenta reais por pessoa. Que tal?
— Por mim, tudo bem.
Ao dizer isso, Zanete puxou Alba pelo braço:
— Deixa o trabalho para lá, vamos juntas.
— Não precisava gastar o seu dinheiro. Na próxima vez, eu pago.
— Nada disso, a próxima vez quem paga é ele!
Zanete lançou um olhar sorridente, mas desafiador, a Evelásio.
Evelásio riu de volta, rendendo-se:
— Está bem, sua majestade!
— Chega de brincadeira, vamos logo.
Alba vestiu seu casaco e os três saíram do departamento jurídico juntos.
Enquanto aguardavam o elevador, Adelina surgiu de braços dados com Jefferson.

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