Jefferson apertou levemente a bochecha dela:
— Nada de mas.
— Tá bom...
Bruna fez biquinho de novo e pulou do colo dele:
— Papai, então eu vou tomar banho, mas depois você tem que me contar uma história.
— Combinado.
Jefferson chamou a babá, que acompanhou a criança até o andar de cima.
Naquele momento, Adelina saiu da cozinha.
Depois que ela colocou alguns pratos sofisticados na mesa de jantar, Jefferson se aproximou e sentou.
Adelina acomodou-se ao seu lado:
— Nesse último mês, ela brincou até não aguentar mais na viagem. Achei que fosse chorar e fazer birra para não ir à escola.
Jefferson respondeu com um tom neutro:
— Você teve bastante trabalho desta vez, fazendo sua turnê no exterior e ainda cuidando da Bruna.
Adelina segurou a mão grande de Jefferson e abriu um sorriso doce:
— Jefferson, eu sou a mãe da Bruna. Cuidar dela é minha obrigação, não é nenhum sacrifício.
O homem moveu a mão sutilmente, retirando-a do toque dela sem alarde, e deu um leve sorriso de canto.
Não disse nada e começou a comer.
Adelina fez-lhe companhia durante o jantar e, em seguida, subiram juntos para o quarto infantil.
Bruna já havia tomado banho e estava sentada na cama com seu pijama rosa felpudo, escutando uma história em seu tablet de leitura.
Ao ver o pai, deu dois pulinhos de alegria na cama.
— Bruna, beba seu leite.
Adelina sentou-se na beira da cama e a chamou.
Bruna sentou-se e bebeu tudo obedientemente.
Quando estava prestes a correr para o pai, Adelina apertou sua mãozinha de forma discreta.
E deu-lhe uma piscadela.
Foi então que Bruna se lembrou da instrução que a mãe havia dado mais cedo.
Ela sorriu com os olhos apertadinhos, jogou-se nos braços do pai e pediu com uma voz manhosa:
— Papai, esta noite eu quero que o papai e a mamãe durmam comigo.

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