Fabiano fez bico:
— Jefferson, eu posso não me meter nos assuntos da empresa, mas sei muito bem que quem controla a Aurora Patrimônio de verdade é você. Se eu conseguisse tirar dinheiro do financeiro, não estaria aqui te implorando.
Dito isso, ele começou a se fazer de vítima:
— Minha irmã ainda cortou o limite do meu cartão, não consigo arrumar grana de jeito nenhum. Jefferson, quebra essa pra mim, vai.
Jefferson ficou em silêncio por alguns instantes, pensativo, e então decretou:
— Posso te dar o dinheiro, mas vou investir como pessoa física. Você só cuidará da gestão e operação. Se der prejuízo, você volta correndo para a empresa e vai trabalhar.
Fabiano pensou rapidamente e estalou os dedos:
— Fechado!
Embora Jefferson, ao investir, fosse se tornar o acionista majoritário do bar, ser o segundo no comando não era nada mal.
O resultado foi mil vezes melhor do que ele esperava.
Antes de chegar ali, ele não tinha esperança nenhuma.
— Jefferson, então está combinado. Não pode dar para trás, hein?
Jefferson ergueu levemente o queixo:
— Depois, procure o Murilo para assinar os papéis e seguir os trâmites.
— Tudo isso de burocracia?
— Se não quiser, não precisa.
Fabiano deu uma risada sem graça:
— Melhor a burocracia mesmo...
Ao terminar de falar, ele acenou e, quando estava prestes a sair, a voz fria de Jefferson ecoou atrás dele:
— Se não quiser acabar na prisão igual aos seus amiguinhos, é bom não se meter mais com a Dra. Aragão.
Fabiano bufou, respondendo de má vontade:
— Tá bom, já entendi...
Após a saída de Fabiano, o imenso escritório ficou tão silencioso que seria possível ouvir um alfinete caindo no chão.
O rosto de Jefferson escureceu.


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