Olhando para aquelas coisas à sua frente, o rosto de Alba ardeu. Ela virou o rosto, tomada pela vergonha, e alfinetou entre os dentes:
— Perdoe a minha ousadia, mas o Sr. Soares insiste em me confundir com a sua irmã Stella. Por acaso, o senhor mantinha esse tipo de relação com a sua própria irmã?
— Stella, não finja.
Os longos dedos de Jefferson apertaram o rosto delicado dela, forçando-a a olhar em seus olhos:
— Você é minha irmã e também minha...
Ao chegar nesse ponto, ele hesitou e não terminou a frase.
Alba deu um sorriso fraco e amargo:
— Sua o quê?
Como ele poderia dizer em voz alta?
Naquela época, ela era apenas sua amante escondida.
O único título público que ela tinha era o de sua irmã.
— O que exatamente a Stella representava para o senhor?
Ela perguntou, adotando o tom de uma mera espectadora.
A garganta de Jefferson se fechou.
Por um instante, o silêncio reinou.
É verdade... O que Stella realmente significava para ele?
Além do rótulo de irmã, ele nunca lhe dera uma identidade definida...
Ele só queria que ela ficasse ao seu lado, que nunca o abandonasse durante a vida inteira...
— A Stella era sua amante?
Alba disse as palavras por ele.
No segundo seguinte, a mão calejada do homem apertou violentamente o pescoço fino dela.
— Cale a boca! A Stella não era uma amante!
Sufocada de repente, Alba perdeu o fôlego e não conseguiu evitar uma tosse engasgada:
— Se o Sr. Soares realmente acreditasse que eu sou a sua irmã Stella, quando gritou comigo agora, não teria dito 'ela não era uma amante', mas sim 'você não era uma amante', não é mesmo?


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