Rodrigo ficou sem palavras.
Ele quis explicar algumas coisas, mas não conseguiu dizer nada.
Tudo bem, ele admitiu que, embora já tivesse pensado em chamar o filho mais velho de volta ao Brasil, na verdade nunca tinha considerado que o primogênito assumisse o comando da empresa.
Ele só pensara em pedir ao filho mais velho que, no futuro, auxiliasse o filho mais novo.
Para ilustrar, se o Grupo Toledo fosse um trono, o filho mais novo seria o rei sentado no trono, enquanto o primogênito seria o ministro leal que trabalharia duro por ele.
Rodrigo sabia muito bem do ressentimento do filho mais velho em relação à madrasta e que ele também não se dava bem com os dois meios-irmãos. Como ousaria permitir que o primogênito assumisse a sucessão?
Se realmente desse poder e status ao filho mais velho, sua esposa e os dois filhos que tanto amava acabariam sofrendo.
Afinal, eram filhos que ele criara por mais de vinte anos. Rodrigo não pôde deixar de pensar no futuro deles.
“De qualquer forma, sou o pai biológico dele. Admito que o negligenciei, mas também fui eu quem o criou. Agora ele está me desafiando. Se isso se espalhar, como vou encarar as pessoas? Todos vão rir de mim.”
O primogênito reconheceu o maior rival de Rodrigo como pai adotivo, pretendia trabalhar no Grupo Florêncio e até cuidar dele na velhice.
Só de imaginar, Rodrigo já sabia como os outros iriam zombar dele.
Além de Jeremias Florêncio, ele ainda tinha outros concorrentes. Se esses soubessem do ocorrido, ririam muito.
“Eu também não deixei Leona desamparada. Veja só, consegui para ela um bom marido. Quantas sonham em entrar na família Barreto e ser uma senhora de respeito, mas não têm essa sorte ou oportunidade.”
“Também preparei um dote para Leona. Quando ela e Nanto se casarem, farei questão de que ela tenha uma cerimônia grandiosa, que saia de casa com toda a dignidade. Nunca permitiria que ela fosse diminuída.”

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