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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 251

Lila Montgomery

Taylor ainda dominava o terreiro quando o último fio de sol se esgueirou como um ladrão entre as árvores, deixando o céu em chamas.

O vento soprou com uma ousadia selvagem, levantando poeira dourada que dançava no ar, impregnando tudo com o cheiro inebriante de terra fértil, suor salgado e promessas pecaminosas que faziam meu corpo pulsar de expectativa.

Lá de cima, eu o devorava com os olhos, cada gesto dele era uma provocação calculada, uma dança erótica projetada para me torturar, me deixar ofegante e faminta por mais.

Ele se despediu do meu irmão com aquele meio sorriso tranquilo, mas carregado de malícia e seguiu até o estábulo com passos largos e deliberados, com o chapéu pendendo de um lado como um convite ao caos, a camisa solta colando na pele escaldante, revelando contornos que me faziam morder os lábios até sangrar.

Aquela postura… Meu Deus, como ele sabia exatamente o inferno que despertava em mim quando se movia assim, como um predador exibindo sua força, me desafiando a persegui-lo, a render-me ao desejo que nos consumia.

Diablo relinchou ao senti-lo se aproximar, um som gutural e impaciente que ecoou pelo campo como um rugido primal.

O cavalo negro, imponente e selvagem, sacudiu a crina com fúria e bateu os cascos no chão, inquieto, como se também sentisse a urgência elétrica que emanava dele, a mesma que me deixava úmida e trêmula só de imaginar.

Taylor passou a mão pelo pescoço do animal com uma carícia lenta, possessiva, murmurando algo rouco que só eles dois entendiam, palavras que eu fantasiava serem promessas de dominação, de noites intermináveis de prazer e submissão.

Depois, com um movimento ágil e fluido que fez meu ventre se contrair, ele montou.

O corpo dele se encaixou na sela como se fosse uma extensão do meu próprio desejo, e o balanço ritmado do cavalo acentuou tudo o que eu já não conseguia ignorar, o poder explosivo contido nos músculos tensos, o domínio absoluto e fácil, o calor vulcânico que irradiava de dentro dele, me chamando para uma batalha de corpos e almas.

Ele girou o rosto devagar na minha direção, com os olhos cravados nos meus como lâminas afiadas.

A distância não enfraqueceu nada, ao contrário, o olhar dele me perfurou em cheio, enviando ondas de eletricidade pelo meu corpo, me deixando excitada além do limite, os mamilos endurecendo sob o tecido fino do vestido.

Taylor sorriu.

Não um sorriso qualquer, mas aquele que era puro veneno sedutor, acompanhado de uma piscadela preguiçosa e cheia de promessas obscenas, o tipo de sorriso que gritava “vem comigo, e eu te farei implorar por mais”, sem precisar de uma sílaba.

Meu coração tropeçou violentamente no peito, batendo como um tambor de guerra.

O ar ficou curto, sufocante, e um gemido baixo escapou dos meus lábios antes que eu pudesse contê-lo.

E antes que eu pudesse reagir, ele estalou a língua com um som seco e provocador, puxou as rédeas com autoridade e partiu como um furacão.

O som dos cascos cortou o silêncio como chicotadas, ritmado, implacável, ecoando pelo campo até sumir na curva do caminho, deixando um rastro de poeira e desejo que me chamava para a caçada.

— Vamos, garota. Ele não vai escapar tão fácil hoje. Vou alcançá-lo e fazê-lo se render… ou talvez eu me renda primeiro.

Enquanto ajustava a sela com as mãos trêmulas, o barulho da madeira estalando ecoou pelo espaço como um eco das minhas fantasias, e cada movimento meu era guiado por aquele olhar que ainda ardia em mim, me deixando molhada e ansiosa, o corpo latejando por ele.

Lá fora, a noite caía como um véu sedutor, tingindo tudo de azul profundo e prata reluzente, prometendo segredos e toques proibidos.

Quando montei, o vento bateu no rosto como um beijo ardente, trazendo de volta o eco distante e tentador dos cascos de Diablo, me guiando como um chamado irresistível.

Eu sorri, com os lábios curvados em uma promessa de vingança sensual.

Porque sabia que ele estava me esperando, não importava onde, ele sempre me esperava, pronto para o jogo de poder e prazer que nos definia.

Apertei as rédeas com força, sentindo o couro morder a pele, e deixei Luna avançar em um galope furioso, o som dos cascos misturando-se à minha respiração acelerada, ao pulsar frenético entre minhas pernas.

O campo se abriu à minha frente como um convite ao êxtase, e o rastro dourado do sol desaparecendo era o fio invisível, elétrico, que me ligava a ele, um laço de desejo insaciável que nos unia além da carne.

E enquanto cavalgava rumo ao horizonte, o coração batendo no ritmo selvagem do galope, o vento chicoteando meus cabelos e o corpo em chamas, eu só pensava em uma coisa: não há distância, nem tempo, nem noite capaz de apagar o fogo devastador que nasce de um olhar como o dele, um fogo que nos consumiria juntos, em uma explosão de prazer e rendição absoluta.

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