Os músculos do corpo de Mirela se tensionaram em um instante. A sua arma já repousava ao seu lado, então ela a empunhou sem hesitar e apontou para a própria frente com um olhar excepcionalmente focado e gélido.
O lugar era tomado pela ausência de luz e por uma estranha quietude. O som da respiração dela era a única coisa nítida que existia no local.
Mirela, tomada pela ansiedade, focou sua atenção à procura de passos e respirações diferentes.
Aquele lugar era a Villa Serra Verde, que possuía uma guarda estrita, e ela ainda estava no porão. Como uma falha de luz poderia acontecer daquele jeito?
Os disjuntores haviam caído, ou os circuitos tinham sido corrompidos por alguém?
Mirela caminhou a passos vagarosos. Já dominava os arredores do porão e era fácil manter-se em sigilo.
Abruptamente, ruídos sutis de passos apressados alcançaram seus ouvidos. A velocidade era assustadora; quase num piscar de olhos, uma figura já se deparava diante dela.
Mirela imediatamente acionou o gatilho, porém, a figura mostrou uma agilidade fora do normal. A figura pressionou o punho da moça, bloqueando os seus movimentos num só golpe, tirando-lhe toda a força, e a pistola caiu da mão de Mirela em seguida!
Mirela ficou petrificada pelo choque!
Achou que sua mão tinha se quebrado, mas a pessoa em questão deixou-a em paz, passando a direcionar-lhe investidas corporais na mesma hora!
Com os golpes ríspidos disparados pela pessoa à sua frente, Mirela precisava focar na ocasião para bloquear os ataques.
Aos poucos, as investidas tornaram-se perceptíveis em seu cérebro.
Tratava-se do Sombra; os golpes se identificavam com os que ocorreram no bosque de outrora.
— É você.
Mirela falou, evidenciando uma enorme confiança na entonação.
Acabou parando os ataques para ter uma pequena conversa com a figura misteriosa.
Em contrapartida, o homem sufocou as vias respiratórias dela com a mão ao redor de seu pescoço.
A mão dele apertou seu pescoço, cortando todo o fluxo de ar que ela respirava. Com o rosto voltado para o Sombra, ela decidiu retirar a máscara que ele utilizava sobre a boca.
Mas o homem largou-a abruptamente e retrocedeu alguns centímetros, separando os corpos dos dois.
— Evoluiu bastante.
Ele proferiu, ressaltando o lado mais escuro de sua voz, e soando como se estivesse impressionado com as novas descobertas.
Mirela sentia as fortes batidas no peito; ela adiantou-se e fixou seu olhar no homem.
— Quem é você? Ficou me seguindo esse tempo todo?
O homem proferiu:
— A minha identidade não importa.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...