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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 1052

Mirela saiu do prédio comercial e caminhou em direção ao seu carro. Uma mulher passou correndo por seu lado e, poucos metros adiante, desabou no chão.

Ao ver a cena, ela hesitou por um momento, mas se aproximou e perguntou:

— Você está bem?

— Por favor, me ajude a pegar meu remédio... não tenho forças...

Quem estava caída no chão era uma mulher de meia-idade, com uma figura muito frágil, rosto pálido e dedos trêmulos.

Mirela pegou o frasco de remédio na bolsa da mulher e o entregou. A mulher tomou dois comprimidos, fechou os olhos com uma expressão de dor e ficou deitada por uns dois minutos até se recuperar o suficiente para se sentar.

— Muito obrigada.

A mulher de meia-idade, sentada no chão, ergueu o rosto e olhou para ela com imensa gratidão.

Mirela, no entanto, ergueu levemente uma sobrancelha. Ela conhecia aquela mulher.

Já a tinha visto antes por ali, mas daquela vez, ela estava acompanhada de Dário.

— Não foi nada demais, apenas um pequeno favor.

Mirela balançou a cabeça de leve e se virou para ir embora.

— Senhorita, posso te pagar um café? — Júlia pediu, com um tom de súplica na voz. — Foi graças a você. Se não fosse por você, eu certamente teria morrido.

Mirela respondeu de forma cortês:

— Não precisa. Eu não fiz grande coisa.

O rosto de Júlia continuava pálido, e ela a olhou com uma expressão ligeiramente melancólica.

— Eu só queria demonstrar minha gratidão.

— Realmente não é necessário.

Mirela não tinha o menor interesse em se envolver com ela.

Dário já a havia procurado por causa disso, oferecendo-lhe uma quantia substancial, e ela precisava honrar esse acordo.

Ela simplesmente entrou no carro e foi embora.

Júlia se levantou devagar. A fraqueza que antes estava visível em seu rosto deu espaço para uma cara de frustração profunda.

Ela achou que, usando essa tática, conseguiria se aproximar de Mirela e, consequentemente, de Leonardo. Não esperava que falharia tão miseravelmente.

— Mmmf!

Júlia entrou em pânico. Antes que pudesse reagir, foi arrastada para longe da mansão e jogada brutalmente dentro de uma van!

Pálida e tremendo da cabeça aos pés, ela olhou aterrorizada para os seguranças vestidos de preto ao seu redor.

— Q-Quem são vocês?!

Os homens ignoraram sua pergunta, e o motorista acelerou para longe dali.

Aterrorizada, Júlia tateou os bolsos com as mãos trêmulas, tentando pegar o celular para pedir socorro, mas um dos seguranças arrancou o aparelho dela.

Desesperada, ela começou a chorar copiosamente.

— Quem são vocês?! Por que me pegaram? O que vocês querem? Só me digam, eu dou o que for preciso!

Um dos seguranças olhou para o rosto pálido dela e disse de forma seca:

— Fique tranquila, não vamos encostar em você. Mas alguém quer te ver. É melhor parar de chorar. Seria um desperdício se você tivesse um treco e morresse aqui no carro.

O rosto de Júlia ficou ainda mais lívido.

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