Ao ouvir o barulho, ele virou a cabeça e olhou em direção à porta. Franzindo levemente as belas sobrancelhas, perguntou com uma voz calma:
— Por que você entrou sem bater?
Mirela piscou, desviando o olhar do abdômen definido e firme dele para encarar o seu rosto, e respondeu:
— Eu bati, sim.
Leonardo retrucou:
— Mas você só pode abrir a porta depois que eu disser para entrar. Ao invadir desse jeito, qualquer um que visse pensaria que você tem algum tipo de intenção impura comigo.
Mirela:
— ...
O canto de sua boca tremeu um pouco antes de dizer:
— Eu não tenho intenção impura nenhuma com você. Você está imaginando coisas.
— Não sou adivinho. Como vou saber se o que você fala é realmente o que pensa? — Leonardo jogou a camisa de lado e levou as mãos até a fivela do cinto.
*Clique.*
O som metálico ecoou claramente, e, com um leve movimento, ele puxou o cinto da calça.
Vendo que ele estava prestes a se despir completamente, Mirela pigarreou e perguntou:
— Você ouviu o que eu te disse?
— Ouvi. — Leonardo respondeu sem interromper os movimentos. Jogou a calça em qualquer canto.
E então, ele estava apenas de cueca.
Inevitavelmente, Mirela acabou vendo algumas coisas que já havia visto inúmeras vezes no passado.
Ela rapidamente fechou a porta e exclamou do lado de fora:
— Eu ainda estou aqui! Você não tem nenhuma vergonha, não é mesmo?
A risada suave do homem pôde ser ouvida de lá de dentro.
— O quarto é meu. Eu faço o que eu quiser no meu quarto. Que moral você tem pra me criticar?
Mirela:
— ...
Ele estava fazendo de propósito, não estava?
Com certeza era de propósito.
A mão de Leonardo se contraiu bruscamente ao redor da maçaneta. Os músculos de seu braço ficaram tensos, as veias saltaram sob a pele e o sangue parecia ferver.
O rosto dele, bonito e afiado, não expressou nenhuma emoção extra. Ele fechou a porta calmamente, caminhou até a cama e se jogou no colchão macio.
Desde o fim do jantar até aquele momento, ele vinha lutando para não pensar naquilo, mas era inevitável.
A imagem dela no futuro, vivendo com outro homem.
Só de imaginar, a vontade que ele tinha era de matar o desgraçado.
Leonardo achava que estava realmente ficando louco.
Havia sido ele quem decidira soltá-la.
Mas, ao mesmo tempo, ele sentia um ciúme absurdo daquele homem que sequer existia.
Ele ergueu a mão, cobriu os olhos e soltou um suspiro pesado, tentando esvaziar a mente a qualquer custo.
...
No meio da madrugada, Mirela acordou sentindo muito calor, como se houvesse uma chama a envolvendo.
Ela se mexeu, tentando se soltar, mas no segundo seguinte, sentiu que estava presa com ainda mais força.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...