Não havia mais volta.
Ondas de calor continuavam a se espalhar.
Cada centímetro de pele estava tão quente que parecia estar derretendo.
Leonardo mordiscou a orelha dela. Sua voz saiu baixa e rouca, misturada a ofegos.
— Posso?
Antes que Mirela pudesse responder, ele a beijou novamente, e os dois se entregaram completamente um ao outro.
Ele parecia ter enlouquecido.
Agia como se aquele fosse o último momento que teria com ela, aproveitando cada segundo nos braços da mulher amada.
Ele pegou a mão dela e a guiou por cada parte do próprio corpo, especialmente pelo peitoral e pelo abdômen definido.
Enquanto a fazia tocá-lo, ele perguntava repetidas vezes:
— Posso?
As pontas dos dedos de Mirela tremiam tanto que ela não conseguia dizer uma única palavra.
A noite ficava cada vez mais espessa, e os dois pareciam quase se fundir à escuridão.
Totalmente sem forças, ela se deitou de bruços na cama, com preguiça de mover um dedo sequer.
Leonardo levantou-se da cama e caminhou lentamente em direção ao banheiro.
Ele não estava nada familiarizado com o banheiro do quarto de hóspedes, esbarrando em algumas coisas no caminho.
Felizmente, a decoração do ambiente era simples. Ele encontrou uma toalha rapidamente, umedeceu-a e voltou, limpando o corpo dela com extrema delicadeza.
Quando ele estava prestes a se deitar, ela reclamou:
— Não está confortável.
Leonardo ficou tenso no mesmo instante e perguntou:
— Onde está incomodando?
— O lençol está molhado, está desconfortável.
O pomo de Adão de Leonardo subiu e desceu pesadamente. Ele sugeriu:
— Vamos dormir na suíte principal, então?
Mirela murmurou:
— Me carrega.
Sem hesitar nem por um segundo, Leonardo virou de costas para ela.
Mirela se apoiou nas costas largas dele, enrolou os braços em torno de seu pescoço, e ele se levantou, carregando-a para fora do quarto de hóspedes.
Ao retornar à suíte principal, o ambiente já lhe era familiar. Ela já estava quase dormindo. Assim que ele a deitou na cama, ela rolou para o lado e sua respiração tornou-se suave e regular.
Leonardo sentou-se na beirada da cama, ouvindo o ritmo leve da respiração dela. Ele segurou a mão de Mirela e se inclinou para beijá-la com cuidado.
Eulália arregalou os olhos, surpresa.
— Você tem contatos tão poderosos assim?
Em vez de responder, Leonardo apenas disse:
— Vou pedir para o Nanto Cordeiro transferir um dinheiro para você. Pode voltar para o seu quarto e descansar.
Eulália bocejou e reclamou:
— Fiquei acordada morrendo de sono esperando você me avisar. Se essa história toda vazar, não ouse me entregar.
— Pode deixar. — Leonardo respondeu com indiferença.
Eulália virou as costas e voltou para seu quarto.
A sala de estar ficou vazia, restando apenas Leonardo.
Os papéis do divórcio estavam sobre a mesa de centro. Ele ficou muito tempo sentado no sofá até, finalmente, fazer uma ligação.
Às três da manhã, Nanto Cordeiro chegou à Villa Serra Verde.
— Sr. Vasconcelos.
Leonardo apontou para os papéis:
— Leve isso e resolva tudo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...