— Sim.
Nanto Cordeiro saiu rapidamente da Villa Serra Verde.
Mirela Medeiros passou o tempo todo treinando no porão e nem sequer subiu na hora do jantar.
Eulália Sampaio já tinha ido chamá-la várias vezes, mas ela insistia que não estava com fome.
Sem alternativa, Eulália foi procurar Leonardo Vasconcelos.
Aqueles dois eram inacreditáveis.
Um se trancava no porão para treinar até a exaustão, e o outro se isolava no escritório processando e-mails.
Passaram a maior parte do dia sem sair de seus refúgios e sem comer nada.
— Que bicho mordeu vocês dois? — Eulália perguntou, franzindo a testa assim que entrou no escritório e fechou a porta. — Você abriu o jogo com a Mirela?
Leonardo respondeu com um tom indiferente:
— Precisa de alguma coisa?
Eulália fez uma pausa antes de explicar:
— O jantar está pronto. Fui chamar vocês dois, mas a Mirela disse que não está com fome. Ela continua no porão. Eu vi que ela mal consegue levantar os braços, mas continua atirando. Se ela continuar forçando assim, vai acabar sofrendo uma lesão grave.
A mão de Leonardo, que repousava sobre o mouse, parou abruptamente. Ele se levantou de imediato e disse:
— Vou lá falar com ela. Depois que ela comer, aplique aquela sua terapia oriental de estímulos para relaxar a tensão dos músculos dela.
Eulália assentiu:
— Sem problema, isso é fácil. O mais importante agora é fazer com que ela se alimente direito.
Observando Leonardo caminhar em direção à porta, ela não conseguiu segurar a curiosidade:
— Quando você pretende contar toda a verdade para ela?
Leonardo respondeu friamente:
— Em breve.
Quão em breve seria isso?
Mirela bateu a arma com força contra a mesa.
Ela marchou até ele, transbordando fúria, e desferiu um tapa estalado em seu rosto.
Pá!
O som do tapa ecoou nítido e cortante pelo ar.
Pego de surpresa, Leonardo virou o rosto para o lado. Ele passou a ponta da língua pela bochecha dormente, abaixou o olhar e seus cílios tremeram levemente.
— Você é um canalha, sabia? — Mirela o encarou com os olhos em chamas. — Qual é a graça de trazer o passado à tona num momento desses?
— Eu só queria te lembrar de não esquecer o que aconteceu tão facilmente. Afinal, eu sou apenas um... — Leonardo esboçou um sorriso amargo, completamente indiferente ao tapa que levara.
— Não preciso que você me lembre de nada! — O estado emocional de Mirela estava no limite. — Eu nunca esqueci! Você acha que eu fiquei porque te amo? Pois está muito enganado! Fiquei porque sinto que te devo algo. Eu te devo tanto que nem sei como retribuir. Já que você se recusa a assinar o divórcio, que seja do seu jeito, então.
— Eu não preciso da sua pena ou da sua culpa — o tom de Leonardo tornou-se glacial. — Tudo o que fiz foi por vontade própria. Se eu amasse outra pessoa, faria exatamente o mesmo por ela, então não há motivo algum para você se sentir culpada.
A voz dele estava fria e distante. Cada palavra era como uma punhalada, perfurando o coração dos dois sem piedade.
— Leonardo, você é um maldito egoísta! — Mirela finalmente perdeu o controle, com a voz trêmula de indignação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...