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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 149

Fernando não recusou o convite e abriu um sorriso largo:

— Bom, sendo assim, seria falta de educação da minha parte recusar.

Mirela dirigiu e o levou a um dos restaurantes que costumava frequentar.

Pediu as especialidades da casa e se virou para Fernando:

— Quer provar mais alguma coisa?

Ele respondeu:

— Acho que isso já está ótimo, não? Agora eu vou morar aqui, então vou ter bastante tempo para experimentar tudo aos poucos.

Mirela assentiu:

— Fechado.

Ela fez sinal para o garçom anotar o pedido.

Depois, olhou para ele e perguntou:

— Ontem à noite, você ia me falar alguma coisa sobre a Fátima, lembra?

Com toda a confusão da noite anterior, o assunto tinha morrido ali.

Na verdade, o verdadeiro motivo de ela tê-lo convidado para jantar era esclarecer aquilo.

Fernando explicou:

— Ela comentou que quer pedir demissão. Vocês duas não são parentes? Eu só queria entender o motivo.

Mirela ergueu uma sobrancelha, surpresa. Fátima tinha se esforçado tanto para entrar ali só para atormentá-la e, agora, queria pedir demissão?

Aquilo lhe parecia muito difícil de acreditar.

Mirela foi direta:

— Eu não tenho intimidade nenhuma com ela.

Fernando assentiu:

— Entendi. Achei que você talvez soubesse de alguma coisa.

Mirela bebeu um gole de água, com a mente cheia de dúvidas.

De repente, Fernando quebrou o silêncio, com uma expressão de curiosidade e certa hesitação:

— Tem uma coisa que eu queria te perguntar. Mas, se você não quiser responder, tudo bem. Qual é a sua relação com aquele Sr. Vasconcelos?

Ele tinha visto Leonardo mais cedo na empresa.

E, claro, o reconheceu como o homem que tinha aparecido na noite anterior.

O mesmo que a levou embora.

Era evidente que a relação entre os dois não era simples.

Mirela respondeu sem piscar:

— Ele é meu marido e está prestes a morrer.

Mirela levantou as mãos, em rendição:

— Foi mal, eu realmente não entendo muito do mercado imobiliário daqui. O melhor é procurar uma imobiliária para te orientar.

Fernando confirmou, soltando um suspiro resignado:

— Já estou fazendo isso.

A comida chegou logo depois. O clima entre os dois estava ótimo. Fernando sabia manter uma distância respeitosa, mas conversava de forma leve e agradável, sempre olhando nos olhos de maneira aberta e honesta.

Mirela estava realmente aproveitando a noite.

Mas aquilo durou pouco.

Uma voz fina e infantil soou de repente, carregada de hesitação e medo, como se a criança tivesse sido obrigada a falar:

— Tia Mirela.

A mão de Mirela apertou o garfo com força. Ela sentiu uma vontade quase incontrolável de fingir que não ouviu e não levantar a cabeça.

Mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, o homem já tinha puxado a cadeira ao lado dela e se sentado com o menino no colo.

Leonardo falou num tom tingido de cansaço ensaiado:

— O Marcos está te cumprimentando. Se você continuar ignorando o menino assim, ele só vai ficar ainda mais com medo de você.

Mirela largou os talheres na mesa e se virou para encará-lo, contendo a raiva:

— Você está me seguindo?

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