Frustrado nas duas tentativas, o manobrista ainda tentou escapar, mas os seguranças o mantinham firmemente preso, sem lhe dar chance de se mover.
Carla correu desesperada até Mirela:
— Mirela, você está bem? Ele te machucou?
Mirela ainda estava presa nos braços de Leonardo. O braço dele envolvia sua cintura com tanta força que parecia querer fundi-la ao próprio corpo.
Ela balançou a cabeça, com o rosto pálido:
— Eu estou bem.
Carla soltou o ar, aliviada:
— Que susto horrível.
Em seguida, virou-se para Quinton e perguntou:
— Sr. Carvalho, quem era aquele cara? Por que ele queria te matar?
Uma expressão de culpa cobriu o rosto elegante de Quinton. Ele olhou para Mirela, cheio de remorso:
— Me desculpe por ter feito você passar por isso.
Mirela, ainda confusa, perguntou:
— O que exatamente está acontecendo?
Quinton hesitou e ficou em silêncio por um instante.
Foi então que Leonardo interveio, com a voz carregada de gelo:
— Sr. Carvalho, se quiser fazer amigos, sugiro que resolva primeiro os seus próprios problemas. Se a minha mulher voltar a ser colocada em perigo por sua causa, eu não vou ter a menor consideração por você.
Dito isso, continuou segurando a cintura de Mirela de forma possessiva e a conduziu em direção ao seu carro.
O corpo tenso de Mirela foi recuperando a sensibilidade aos poucos. Ela tentou empurrar a mão dele para se soltar.
Mas o homem apenas apertou ainda mais a cintura dela.
A voz rouca e indiferente dele ecoou:
— O que acabou de acontecer ainda não foi suficiente pra te assustar?
Com o rosto pálido e rígido, Mirela retrucou:
— Me solta. Eu sei andar sozinha.
— Te soltar para você ir embora sozinha? — Leonardo, que parecia ler os pensamentos dela com perfeição, abriu a porta do passageiro e a empurrou para dentro do carro sem cerimônia.
Para evitar que ela fugisse, inclinou-se sobre ela e puxou o cinto de segurança para prendê-la.
Os dois ficaram muito próximos, e as respirações deles se misturaram.
Mirela enrijeceu a coluna, prendendo a respiração.
De repente, uma mão grande e quente envolveu a dela, segurando seus dedos que ainda tremiam levemente.
A voz grave de Leonardo soou:
— Não tenha medo. Nada vai acontecer com você.
Ela não queria admitir, mas seus dedos realmente pararam de tremer. Mesmo assim, a expressão de Mirela ficou ainda mais fria.
Ela odiava reagir daquele jeito a ele.
Puxou a mão bruscamente e virou o rosto para a janela.
A expressão de Leonardo travou por um instante. Ele lançou um olhar para o perfil dela, mas não disse mais nada.
O carro seguiu direto para a Villa Serra Verde.
Sentada no banco do passageiro, Mirela declarou friamente:
— Não quero voltar para cá.
— Mas esta é a nossa casa. — Leonardo respondeu num tom neutro. — E foi você mesma quem escolheu e desenhou a nossa casa de recém-casados.
Os longos cílios de Mirela tremeram antes que ela retrucasse:
— Por que você estava lá?
E por que apareceu justamente na hora certa?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...