Os olhos de Fátima vacilaram por um instante. Ela lutou para se sentar na cama e disse:
— Eu vou pedir desculpas. Tudo isso é culpa minha. Se eu não fosse tão desastrada, se não tivesse caído e me machucado, o papai não teria ficado tão furioso. Ele não teria batido nela, e o Leonardo não estaria descontando a raiva no papai agora. Eu vou pedir perdão à minha irmã. Contanto que ela me perdoe, eu faço qualquer coisa.
Filomena se apressou em segurá-la.
— Fátima, isso não tem nada a ver com você! Que mal há em um pai disciplinar a própria filha? É o Leonardo que está passando dos limites!
Os olhos de Fátima marejaram.
— Mas... se eu não for pedir desculpas, o Leonardo não vai deixar isso barato.
Filomena se virou para Gonçalo.
— O que mais podemos fazer? Será que realmente vamos ter que pedir desculpas à Mirela? Isso é um absurdo.
Gonçalo ponderou por um longo momento antes de decidir:
— Eu vou fazer uma visita à Família Vasconcelos.
Se a Família Vasconcelos pressionasse Leonardo, ele duvidava muito que esse problema não fosse resolvido.
Ele se levantou e saiu imediatamente.
No entanto, pouco tempo após sua partida, dois seguranças apareceram e se posicionaram na porta do quarto do hospital.
Ao vê-los, Filomena questionou:
— Quem são vocês?
Um dos seguranças respondeu:
— Fomos enviados pelo Sr. Vasconcelos para garantir sua segurança.
A expressão de Filomena tornou-se um misto de confusão e apreensão.
Leonardo estava atacando o Grupo Medeiros enquanto, ao mesmo tempo, protegia Fátima.
O que ele realmente pretendia com tudo aquilo?
Fátima ainda estava determinada a pedir perdão a Mirela. Assim que Filomena saiu por um momento, ela chegou a cambalear para fora da cama.
Contudo, ao chegar à porta, foi bloqueada pelos seguranças.
— O que significa isso? — Fátima perguntou, com o rosto tomado pela confusão.
O segurança respondeu:
— O Sr. Vasconcelos deu ordens expressas. Seus ferimentos são graves. Até que esteja totalmente curada, a senhorita não deve se movimentar livremente, pois isso pode prejudicar sua recuperação.
O coração de Fátima apertou no peito.
Leonardo tinha adivinhado que ela tentaria procurar Mirela?
Ele estava tentando impedi-la de se envolver nessa confusão?
Fátima apertou as mãos em punhos e tentou argumentar:
Ao entrar no quarto, encontrou Mirela sentada na cama, com uma expressão abatida. Ela olhava constantemente para a porta, evidenciando sua ansiedade para sair dali.
— Ainda está doendo hoje?
Leonardo aproximou-se, colocou a embalagem térmica sobre o balcão e fez a pergunta num tom mais ameno.
Mirela ergueu os olhos para encará-lo.
— Até quando você vai me manter trancada aqui? Você sumiu o tempo todo... Será que já esqueceu o que eu te disse ontem?
Leonardo abriu a embalagem e disse:
— Esta é a sopa de capelete que você sempre gostou. Coma um pouco primeiro.
Mirela olhou para a sopa e, de repente, levantou-se e esticou a mão para pegá-la.
Leonardo não fez nenhum movimento para impedi-la.
Mas, no segundo seguinte, Mirela jogou a embalagem inteira dentro da lixeira.
— Você não pode me manter presa! E, além disso, tem que ir comigo ao cartório. Nós vamos assinar o divórcio!
A tampa já estava aberta, e o aroma reconfortante do caldo começou a se espalhar suavemente pelo quarto, mas agora tudo não passava de desperdício no fundo do lixo.
As sobrancelhas bem desenhadas de Leonardo se uniram num vinco, e seu olhar denso pousou sobre o rosto dela.
— Não gosta mais da comida dessa padaria? Então o que você quer comer? Eu vou buscar para você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...