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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 217

O coração de Mirela se aqueceu e, de repente, ela sentiu que Quinton era realmente um ótimo amigo.

Claro que também podia ser apenas a vontade dele de não ficar devendo favores, embora aquilo tivesse sido um esforço mínimo para ela.

Ela sorriu e balançou a cabeça:

— Isso já passou, mas muito obrigada.

O olhar de Quinton demonstrou um breve lamento antes que ele assentisse:

— Não precisa me agradecer, é para isso que amigos servem.

— Combinado.

Ao chegar ao condomínio, Mirela desceu do carro, acenou em despedida e observou o veículo se afastar antes de entrar.

Ao sair do elevador, porém, deparou-se com uma figura alta e esguia parada diante da sua porta. Uma aura fria e ameaçadora o envolvia, fazendo qualquer um sentir um arrepio só de olhar.

Os passos de Mirela pararam, e ela virou o rosto, perdendo a vontade de voltar para casa.

Por que ele estava outra vez na porta dela?!

Isso já era demais!

— Aonde você vai, Mirela?

Leonardo se aproximou, segurou a mão que ela usaria para chamar o elevador, envolvendo-a em sua palma, enquanto com a outra mão a agarrou pela cintura.

A respiração dele roçou na orelha dela, enviando um arrepio elétrico e inexplicável por todo o seu corpo.

Com a postura rígida, ela disse em tom gélido:

— Eu é que pergunto, por que você vive aparecendo aqui?

— Você é minha esposa. Onde você estiver, é onde eu devo estar. — Leonardo baixou a cabeça e beijou levemente o rosto dela. — Gostou de jantar com ele?

A voz dele era grave, mas escondia um sinal de perigo.

As pestanas de Mirela tremeram, e ela começou a se debater:

— Com quem eu janto não é da sua conta!

Mas Leonardo já parecia esperar aquela reação. Ele a prensou diretamente contra a parede, apoiando o corpo alto nela e estreitando os olhos sombrios.

— Mirela, eu já te avisei para não se aproximar dele. Ele é muito perigoso. Por que você não me escuta?

Mirela estava furiosa:

— Pra mim, a pessoa realmente perigosa é você!

A camisa e a calça dele também estavam encharcadas, coladas ao corpo. A cada movimento, era possível ver o contorno dos músculos.

Depois de lavá-la duas vezes, aproximou-se de novo, afundando o rosto no pescoço dela, como se estivesse farejando para se certificar de que não restava nenhum vestígio do cheiro de outro homem.

Fechou os olhos, e sua voz saiu repentinamente rouca:

— Mirela, eu não estou nada feliz. O que vamos fazer?

Mirela o empurrou:

— Vá pro inferno. Se você morresse, tudo se resolveria.

Leonardo ergueu a cabeça para olhá-la. A raiva nos olhos dela era cristalina, mas, quando estava com outros homens, seu rosto vivia cheio de sorrisos.

Uma fúria ardente consumia seu peito, ameaçando queimar suas entranhas.

Ele segurou a nuca dela e a beijou com fúria.

— Hum!

Mirela o estapeou, beliscou e arranhou, mas não adiantou nada.

Com apenas uma das mãos, ele prendeu facilmente os dois pulsos dela para trás, forçando-a a colar o corpo ainda mais no dele.

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