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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 246

Ao ouvir o tom afetuoso da avó e sentir os tapinhas suaves em suas costas, Mirela sentiu um nó na garganta, quase desabando em lágrimas.

Mas se conteve e murmurou com a voz abafada:

— Vó, Leonardo e eu estamos nos divorciando.

A idosa obviamente ficou atônita e olhou para ela rapidamente:

— O que aconteceu? Como vocês chegaram a esse ponto?

Ela achava que fosse apenas uma briga normal de casal.

Afinal, eles estavam juntos há muitos e muitos anos. Na visão da avó, não deveriam se divorciar por qualquer motivo.

Mirela não levantou a cabeça; sua voz ainda saía abafada:

— Eu não o amo mais. Não quero mais ficar com ele.

A avó se recostou novamente, suspirou de leve e então disse:

— Então se divorcie.

Mirela se assustou. Ela finalmente levantou a cabeça para olhar para a avó:

— A senhora não é contra?

A idosa viu os cantos dos olhos da neta avermelhados, com lágrimas marejando, e seu coração doeu na mesma hora.

— Se você não o ama mais, isso significa que ele certamente fez algo para te machucar. Sendo assim, não queira mais mesmo. Se você está triste e magoada, a vovó, é claro, vai ficar do seu lado. — A idosa estendeu a mão e limpou as lágrimas dos olhos dela.

Mirela soluçou baixinho algumas vezes e então se encolheu outra vez nos braços da avó:

— Vó...

Essa palavra saiu completamente embargada.

Ela despejou toda a amargura, todo o sofrimento e toda a dor reprimida que vinha carregando havia tanto tempo.

Ela achava que desabaria e choraria compulsivamente, mas isso não aconteceu.

Apenas chorou em silêncio, soluçando de um jeito que partia o coração de quem visse.

A idosa não disse mais nada, apenas esperou em silêncio que ela colocasse as emoções para fora. Depois de um bom tempo, a moça em seus braços finalmente se acalmou e seu corpo parou de tremer.

Então ela perguntou:

— Já que você vai se divorciar, não pode continuar morando na casa dele. Onde você está morando agora?

Parecia que já tinha falado sobre o divórcio.

Leonardo então disse:

— Já está tarde. Se a senhora quiser ir, amanhã eu levo vocês. Não é seguro sair a essa hora.

— Não tem problema. — A avó continuou sorrindo, mas esse sorriso trazia certo distanciamento. — Nós vamos entrar no carro logo que sairmos. A essa hora com certeza não há muito movimento na rua, não vai acontecer nada.

Uma sombra sombria cobriu lentamente as sobrancelhas de Leonardo.

A idosa completou:

— Já está tarde, vá descansar.

Em seguida, ela se virou e caminhou em direção à porta da frente.

Leonardo não podia deixá-las ir sozinhas. Com a expressão fechada, dirigiu atrás do carro delas.

Até que o carro chegou à entrada do Portal do Moinho e foi parado na portaria.

Leonardo estacionou o carro na beira da rua e acendeu um cigarro. A fumaça branca e fina se espalhou pelo interior do veículo, e seu olhar ficou ainda mais sombrio.

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