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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 253

Ao ouvir isso, Gonçalo não insistiu e apenas disse:

— Então tenham uma boa viagem.

Ele permaneceu na sala, trocou poucas palavras e nem fez questão de acompanhá-las até a porta.

Mirela e Patricia deixaram juntas a residência da família Medeiros.

No carro, Patricia ficou em silêncio, olhando pela janela. Mirela a observava e, por algum motivo, sentiu que as rugas no canto dos olhos da avó pareciam ainda mais profundas.

Ela estava triste, e Mirela sentia uma compaixão dolorosa.

— Vó...

— Mirela, nada daquilo tem a ver com você. — A voz carinhosa de Patricia a interrompeu. — Não fique pensando nisso, nem se envolva.

Mirela apertou o volante e, depois de uma breve pausa, comentou:

— Ela queria pegar os brincos de volta para dar à Fátima, a filha adotiva que trouxe para casa.

Patricia olhou para ela.

— Essa garota ainda mora com a família Medeiros?

— Sim.

Mirela assentiu.

Patricia soltou um leve suspiro.

— Ela fracassou como filha e também como mãe.

O julgamento dos mais velhos costuma ser certeiro e direto.

Mirela não disse mais nada.

Ela levou Patricia para almoçar. A avó estava sem apetite, mas Mirela, com jeitinho, conseguiu fazê-la comer um pouco.

Depois, voltaram para o Portal do Moinho para descansar.

Mirela fechou com cuidado a porta do quarto de hóspedes e foi para o escritório.

Como não tinha ido trabalhar naquele dia, Amaury Tavares não parava de mandar mensagens, demonstrando sua insatisfação.

Então ela se trancou no escritório, gravou alguns conteúdos e os enviou.

Quando finalmente saiu, já tinham se passado três horas.

Ela foi até a porta do quarto de hóspedes e bateu de leve.

— Vó?

— Sim.

Veio a voz de Patricia lá de dentro.

Mirela abriu a porta e entrou. Viu a avó sentada na beirada da cama, segurando o par de brincos de safira, perdida em pensamentos enquanto os observava.

Mirela se aproximou e sentou-se ao lado dela.

— No que está pensando, vó?

Patricia fechou a caixinha e disse:

Mirela sentiu um aperto no coração, mas não insistiu para que ela ficasse, porque sabia que a avó não estava feliz ali.

— Quando eu terminar meus compromissos, vou te visitar.

— Está bem, vou ficar esperando.

Avó e neta se apoiavam uma na outra. Os últimos raios do sol da tarde batiam na parede, tingindo o quarto com um tom alaranjado, suave e acolhedor.

À noite, Mirela pediu comida no quarto, e as duas jantaram ali.

Porém, o que ela não esperava era que Teresa aparecesse.

Ela trazia alguns presentes e, com um sorriso no rosto, disse:

— Senhora, eu sou a sogra da Mirela. Meu nome é Teresa, a senhora se lembra de mim?

A visita repentina deixou Mirela apreensiva.

Patricia assentiu com um sorriso.

— Lembro, sim. Você é do Médicos Sem Fronteiras. Faz um trabalho admirável.

Teresa entregou os presentes.

— Mirela, isso é só uma lembrancinha. Guarde para a sua avó. Suplementos e vitaminas ajudam muito a manter a saúde e fortalecer a imunidade na idade dela.

Mirela pegou as sacolas.

— Obrigada, Teresa.

— Não precisa de formalidade comigo. — Teresa sorriu e logo se sentou ao lado de Patricia. — Senhora, a senhora é a pessoa que a Mirela mais respeita. O que a senhora disser, tenho certeza de que ela vai ouvir. Há algumas coisas que eu gostaria de conversar com a senhora.

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