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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 551

Ao chegarem à Villa Serra Verde, Leonardo entrou na sala de estar com Marcos nos braços. A governanta e os empregados já aguardavam de lado, enquanto Patricia e Mirela estavam sentadas no sofá, visivelmente ansiosas pela chegada deles.

Vendo aquela recepção, Marcos se assustou. Instintivamente, ele apertou os bracinhos ao redor do pescoço de Leonardo e olhou ao redor com timidez.

Leonardo anunciou:

— Este é o Marcos, meu sobrinho. A partir de hoje, ele vai morar aqui, e quero que cuidem muito bem dele.

Ele se dirigiu primeiro à governanta, deixando clara a posição do menino na casa.

A governanta assentiu com a cabeça:

— Sim, senhor. Pode deixar que cuidaremos muito bem do Marcos.

Em seguida, ela fez um gesto discreto com as mãos, e os empregados se dispersaram para voltar aos seus afazeres.

Leonardo caminhou até o sofá com Marcos e o colocou delicadamente no chão.

— Esta é a sua bisavó, chame-a de Bisa. — disse ele.

Embora estivesse receoso, Marcos era um menino educado e chamou baixinho:

— Bisa.

Um sorriso doce e afetuoso iluminou o rosto de Patricia. Ela pareceu paralisada por alguns segundos antes de assentir:

— Que menino lindo. Venha cá, venha para perto da Bisa.

Marcos se aproximou e deixou que Patricia segurasse suas mãozinhas.

— Por que você está tão magrinho, meu amor? Não tem comido direito ultimamente? O que você quer almoçar hoje? Vou pedir para prepararem tudo o que você mais gosta. — Ao bater os olhos na criança, o coração de Patricia derreteu na mesma hora.

Marcos era um menino lindo, e seus traços lembravam bastante os de Leonardo, já que Leonardo e seu irmão eram muito parecidos.

Naquele momento, no entanto, ele parecia tão frágil e miúdo. Seu rostinho estava pálido, com sinais claros de desnutrição e fraqueza.

Aquilo era o resultado devastador daquela substância nociva em seu pequeno corpo. Leonardo jamais deixaria faltar nada para ele.

Marcos sorriu timidamente e disse:

— A senhora é muito boazinha, Bisa. Eu já gosto de você.

O carinho das crianças é sempre puro e direto. Ele não estava mentindo; realmente havia gostado de Patricia.

Ela transmitia uma aura gentil e acolhedora, um calor familiar que o fazia querer estar perto.

Patricia processou aquelas palavras por um breve instante antes de abrir um sorriso largo:

— Eu também já gosto muito de você, meu querido. Agora somos uma família, seremos grandes amigos!

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