Ao chegarem à Villa Serra Verde, Leonardo entrou na sala de estar com Marcos nos braços. A governanta e os empregados já aguardavam de lado, enquanto Patricia e Mirela estavam sentadas no sofá, visivelmente ansiosas pela chegada deles.
Vendo aquela recepção, Marcos se assustou. Instintivamente, ele apertou os bracinhos ao redor do pescoço de Leonardo e olhou ao redor com timidez.
Leonardo anunciou:
— Este é o Marcos, meu sobrinho. A partir de hoje, ele vai morar aqui, e quero que cuidem muito bem dele.
Ele se dirigiu primeiro à governanta, deixando clara a posição do menino na casa.
A governanta assentiu com a cabeça:
— Sim, senhor. Pode deixar que cuidaremos muito bem do Marcos.
Em seguida, ela fez um gesto discreto com as mãos, e os empregados se dispersaram para voltar aos seus afazeres.
Leonardo caminhou até o sofá com Marcos e o colocou delicadamente no chão.
— Esta é a sua bisavó, chame-a de Bisa. — disse ele.
Embora estivesse receoso, Marcos era um menino educado e chamou baixinho:
— Bisa.
Um sorriso doce e afetuoso iluminou o rosto de Patricia. Ela pareceu paralisada por alguns segundos antes de assentir:
— Que menino lindo. Venha cá, venha para perto da Bisa.
Marcos se aproximou e deixou que Patricia segurasse suas mãozinhas.
— Por que você está tão magrinho, meu amor? Não tem comido direito ultimamente? O que você quer almoçar hoje? Vou pedir para prepararem tudo o que você mais gosta. — Ao bater os olhos na criança, o coração de Patricia derreteu na mesma hora.
Marcos era um menino lindo, e seus traços lembravam bastante os de Leonardo, já que Leonardo e seu irmão eram muito parecidos.
Naquele momento, no entanto, ele parecia tão frágil e miúdo. Seu rostinho estava pálido, com sinais claros de desnutrição e fraqueza.
Aquilo era o resultado devastador daquela substância nociva em seu pequeno corpo. Leonardo jamais deixaria faltar nada para ele.
Marcos sorriu timidamente e disse:
— A senhora é muito boazinha, Bisa. Eu já gosto de você.
O carinho das crianças é sempre puro e direto. Ele não estava mentindo; realmente havia gostado de Patricia.
Ela transmitia uma aura gentil e acolhedora, um calor familiar que o fazia querer estar perto.
Patricia processou aquelas palavras por um breve instante antes de abrir um sorriso largo:
— Eu também já gosto muito de você, meu querido. Agora somos uma família, seremos grandes amigos!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...